No coração da África20/11/2012 | 18h43

Ruanda pede "diálogo político" na República Democrática do Congo

A RDC, o antigo Zaire, vive um momento de guerra civil, e os ruandeses são acusados de apoiar os rebeldes

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Ruanda pediu nesta terça-feira um "diálogo político" na República Democrática do Congo (RDC), após a conquista de Goma, principal cidade do leste do país, pelo movimento rebelde M23, que os ruandeses são acusados pela ONU de apoiar.

— O que ocorreu hoje em Goma mostra claramente que a opção militar para solucionar esta crise fracassou e que o diálogo político é a única forma de resolver o conflito — afirmou a ministra ruandesa das Relações Exteriores, Louise Mushikiwabo, citada em um comunicado de seu governo.

O M23 havia exigido na segunda-feira "a abertura de negociações políticas diretas (...) estendidas à oposição política, à sociedade civil e à diáspora congolesa", o que o presidente congolês, Joseph Kabila, rejeitou imediatamente.

A ONU acusou Ruanda e Uganda de apoiarem militarmente os rebeldes do M23 em sua luta contra o governo de Joseph Kabila e em seu avanço em direção a Goma, o que ambos os países negam categoricamente.

— Ao simplesmente apontar o dedo para supostos autores e ignorar as causas profundas do conflito na RDC, a comunidade internacional perdeu a oportunidade de ajudar a RDC a restaurar a paz e a segurança para os seus cidadãos — disse Louise Mushikiwabo.

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