Decisão29/11/2012 | 20h07Atualizada em 30/11/2012 | 09h22

Palestina é elevada a Estado observador das Nações Unidas

Dos 188 países que integraram a Assembleia Geral, 138 nações votaram a favor

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Palestina é elevada a Estado observador das Nações Unidas Stan HONDA/AFP
Assembleia foi realizada nesta quinta-feira em Nova York Foto: Stan HONDA / AFP

A Assembleia Geral das Nações Unidas concedeu nesta quinta-feira o status de Estado observador à Palestina, em uma importante vitória diplomática do presidente Mahmud Abbas contra a posição de Estados Unidos e Israel. Do total de 188 membros da Assembleia Geral da ONU que votaram, 138 aprovaram o novo status, 9 rejeitaram e 41 se abstiveram.

Este novo status internacional constitui uma grande vitória diplomática, mas expõe as autoridades palestinas a represálias econômicas por parte de Estados Unidos e Israel.

— A decisão equivocada e contraproducente cria mais obstáculos no caminho da paz. Por este motivo, os Estados Unidos votaram contra. O povo palestino despertará amanhã vendo que pouco mudou em suas vidas, exceto pela redução das perspectivas de uma paz duradoura — destacou a diplomata americana na ONU, Susan Rice.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, condenou severamente o discurso pronunciado pelo presidente palestino, Mahmud Abbas, que precedeu a decisão da Assembleia Geral.

— A ONU escutou este discurso repleto de propaganda mentirosa contra o Tsahal (Exército hebreu) e contra os cidadãos de Israel — disse.

Já Abbas qualificou o novo status na ONU como uma "certidão de nascimento" do Estado palestino, de estimou que o reconhecimento das Nações Unidas é a última oportunidade de paz com Israel. Em Ramallah, sede da Autoridade Palestina, a população festejou o novo status com tiros para o alto e gritos de "Allah Akbar" (Deus é grande).

O presidente francês, François Hollande, pediu a retomada das negociações entre palestinos e israeleses "sem condições e o mais rapidamente possível", logo após a votação na Assembleia Geral. "O diálogo direto é a única via para se conseguir uma solução definitiva para o conflito. A França está disposta a contribuir para isto, como amiga que é ao mesmo tempo de Israel e da Palestina", declarou o chefe de Estado francês, em um comunicado.

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