Guerra no Oriente Médio22/11/2012 | 08h00

Órgão dos direitos humanos aponta mais de 40 mil mortos em 20 meses de conflito na Síria

Número de civis que perderam a vida no confronto entre rebeldes e militares passa de 28 mil

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A violência na Síria já deixou mais de 40 mil mortos, em sua maioria civis, desde o começo dos protestos contra o regime de Bashar al-Asad há 20 meses, informou nesta quinta-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

O OSDH é uma ONG com sede na Grã-Bretanha e que baseia seus dados nas informações transmitidas por uma rede de militantes e fontes médicas de hospitais civis e militares na Síria.

Ao menos 28.026 civis morreram desde 15 de março de 2011, segundo a ONG, que considera civis aqueles que decidiram empunhar armas contra as tropas do regime. O número de soldados mortos chegou a 10.150 e o de desertores a 1.379.

— Temos que levar em conta outros 574 mortos cujas identidades não foram estabelecidas — explicou o presidente do OSDH, Rami Abdel Rahman, o que elevaria o número de mortos a 40.129.

Estas contas porém não levam em consideração as milhares de pessoas desaparecidas nem a maioria dos mortos entre os "shabihas" (militantes do regime). A brutal repressão do regime ao movimento de protesto popular desencadeou uma guerra civil.

Os combates entre rebeldes e soldados e os bombardeios aéreos e com artilharia das tropas leais deixam dezenas de mortos todos os dias. No fim de outubro, o mediador internacional para a Síria, Lakhdar Brahimi, propôs uma trégua por ocasião da festa muçulmana do Aid al-Adha, que não foi respeitada. A comunidade internacional, profundamente dividida, não consegue encontrar uma solução para o conflito.

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