Conclusão de pesquisa21/11/2012 | 18h54

Morte de tartaruga gigante das ilhas Galápagos não representou a extinção da espécie

Estudo realizado com universidade americana demonstra a existência de 17 tartarugas com ascendência da ilha Pinta

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Morte de tartaruga gigante das ilhas Galápagos não representou a extinção da espécie Galapagos National Park Direction/AP Photo
Em foto de junho deste ano, George Solitário é carregado em maca por funcionários do Parque Nacional de Galápagos Foto: Galapagos National Park Direction / AP Photo
A morte, há cinco meses, de George Solitário, uma tartaruga gigante das ilhas Galápagos, não representou a extinção de sua espécie, como se acreditava, revelou um estudo que descobriu genes deste exemplar em 17 indivíduos, informou esta quarta-feira a direção da reserva natural equatoriana.

A morte do quelônio, em 24 de junho, "não representa o fim da espécie de tartarugas gigantes ('Chelonoidis abingdonii') da ilha Pinta", de onde era originário Jorge, informou a direção do Parque Nacional de Galápagos, em um comunicado.

Segundo o informe, uma pesquisa realizada em conjunto com a universidade americana de Yale "demonstra a existência de 17 tartarugas com ascendência da ilha Pinta, que habitam o vulcão Wolf, da ilha Isabela".

"O estudo identificou nove fêmeas, três machos e cinco jovens com genes da espécie de tartarugas gigantes da ilha Pinta, depois de analisar mais de 1,6 mil amostras coletadas no ano 2008 no vulcão Wolf", acrescentou.

De acordo com os cientistas, a "descoberta marca o primeiro passo rumo à recuperação da espécie Chelonidis abingdonii, por meio de um programa de reprodução e criação em cativeiro, opção que é avaliada pela direção do parque".

George, uma tartaruga centenária, era considerado o último representante de sua espécie e sua morte por causas naturais ocorreu após décadas de esforços científicos para conseguir a sua reprodução.

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