Um jovem islâmico morreu neste domingo, no terceiro dia de protestos contra a concentração de poderes do presidente egípcio, Mohamed Mursi.
Segundo testemunhas, a morte ocorreu durante um confronto entre partidários e opositores de Mursi, diante de um comitê da Irmandade Muçulmana na cidade de Damanhour, ao sul de Alexandria, informou à AFP um dirigente islâmico.
Cerca de 261 pessoas já ficaram feridas, sendo 128 policiais. Reflexos financeiros também foram sentidos na bolsa de valores egípcia, cujo índice EGX-30, que compreende Cairo e Alexandria, fechou em queda forte, de 9,54% diante da crise política.
Neste domingo, Mursi disse que os poderes especiais que assumiu por decreto são temporários, e convocou o país para um "diálogo democrático".
"A presidência reafirma a natureza temporária destas medidas, que são destinadas a concentrar os poderes (...) exatamente para se evitar qualquer tentativa de questionar ou acabar com as instituições eleitas democraticamente: a Câmara Alta do Parlamento e a Assembleia Constituinte", assinala o comunicado.
"Esta declaração é necessária para garantir que os culpados de corrupção e de outros crimes durante o regime precedente e no período de transição prestem contas".
Mursi é alvo de protestos desde que firmou a "declaração constitucional" de 22 novembro, na qual assumiu amplos poderes, tornando suas decisões inapeláveis na justiça.
O decreto de Mursi provocou a ira da oposição, que acusou o presidente de se comportar como um faraó e de ameaçar a independência do poder judiciário.
Diante das afirmações da presidência de que os poderes especiais de Mursi são temporários, os partidos e movimentos da oposição têm afirmado que "não existe ditadura temporária".













