Zona do euro14/11/2012 | 13h00

Greves e marchas contra a austeridade sacodem a Europa

Trabalhadores da Espanha, onde o desemprego chega a 25%, foram protagonistas na convocação da greve geral

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Greves e marchas contra a austeridade sacodem a Europa Cesar Manso/AFP
Em Madri, 30 pessoas ficaram feridas e 80 foram detidas pela polícia durante as manifestações desta quarta Foto: Cesar Manso / AFP

Trabalhadores da União Europeia se uniram nesta quarta-feira em um protesto global contra o desemprego e as políticas de corte em uma jornada de manifestações e greves que varreram o continente.

As marchas mais importantes aconteceram no sul da Europa, enquanto que os países do norte como Dinamarca e Alemanha registraram manifestações menores.

A Espanha se tornou protagonista na convocação da segunda greve geral contra o governo em menos de um ano. Em Madri, colunas cortaram algumas avenidas centrais e registraram pequenos confrontos com agentes da polícia, que resultaram em cerca de 30 pessoas feridas. A polícia deteve 80 pessoas e apreendeu um pequeno explosivo de fabricação caseira, informou o Ministério do Interior.

Contudo, o movimento não chegou ao que foi no dia 29 de março. Setores industriais como plantas de montadoras registraram uma paralisação quase total, enquanto que a incidência nos transportes foi alta em cidades como Madri e Barcelona. Nas ruas, a greve foi quase imperceptível no comércio e na prestação de serviços.

Alguns sindicatos registraram uma adesão de 70%, enquanto que o governo considerou que a greve teve um pequeno impacto. De acordo com a Rede Elétrica Espanhola o consumo de energia elétrica caiu 12%, em comparação com um dia de trabalho normal no país. No dia 29 de março, a queda foi de 16%.

— Não há melhor remédio que insistir — disse Francisco Blanco, aposentado de 67 anos — As greves não surtem efeito porque falta muita gente nas ruas. Falta a classe média, que também é afetada pelos cortes, com o aumento da luz, do gás e dos medicamentos — defendeu.

A Espanha registra uma taxa de desemprego de 25% e os sindicatos insistem que o governo deveria convocar um referendo sobre as políticas de cortes, que têm incluído drásticas reduções de verbas em áreas como a saúde e a educação, além de altas nos impostos.

— Claro que é uma greve política contra as polícias suicidas e antissociais do governo — admitiu o secretário-geral da Confederação Sindical da Comissão de Trabalhadores, Ignacio Fernández Toxo.

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