Espera angustiante21/11/2012 | 16h19

Corpo de gaúcho morto em acidente aéreo nos EUA deve chegar ao Brasil na semana que vem

O pai de Marcelo Rugini, 24 anos, conta com o apoio da universidade, do ex-patrão do filho, do consulado brasileiro em Boston e do amigo gaúcho do jovem para trazer o corpo

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Corpo de gaúcho morto em acidente aéreo nos EUA deve chegar ao Brasil na semana que vem Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Em foto de 2009, o estudante Marcelo Rugini nos Estados Unidos Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal
O corpo do estudante gaúcho morto em acidente aéreo nos Estados Unidos, na última sexta-feira, deve chegar ao Brasil na semana que vem. Natural do município de Muliterno, no norte do Rio Grande do Sul, Marcelo Rugini, 24 anos, perdeu a vida em passeio realizado com outros dois amigos, norte-americanos, em um avião de pequeno porte em Owls Head, no Estado do Maine.

O pai do jovem, Armando Rugini, 56 anos, afirmou que no próximo sábado a Universidade de Maine, onde o filho cursava agricultura sustentável, homenageará as três vítimas do acidente. No dia seguinte, a morte de Marcelo será lembrada em cerimônia na fazenda em que trabalhava há quase sete anos, em Nobleboro.

O agricultor acredita que no início da semana que vem comece o translado do corpo, que deve ser liberado pela polícia americana nesta sexta-feira. Depois, ele sairia de Maine (EUA) rumo a Porto Alegre, com escala em Boston, Nova York e São Paulo.

— É aquela espera, aquela angústia, mas as coisas vão se acalmando, vão se ajeitando. Só que a gente sabe que o dia em que o corpo chegar, a gente vai ter o baque de novo — relata o pai.

Armando acrescenta que está contando com o apoio da universidade, do ex-patrão do filho, do consulado brasileiro em Boston e do amigo do jovem, o gaúcho Lucas Bernardi, 24 anos — que só não participou do trágico passeio porque sua namorada norte-americana havia marcado um compromisso naquele dia — para trazer o corpo de Marcelo.

— Eu quero o meu filho aqui, e eu não tenho condições de bancar isso. Mas sempre que falo com eles, me repetem: "Não se preocupe com isso que essa parte nós vamos resolver". O Marcelo também pagava seguro e eu acho que uma parte deve ser bancada por ele — afirmou o agricultor, dono de uma pequena propriedade em Muliterno.

O acidente

Na última sexta-feira, a aeronave Cessna 172 bateu em uma caminhonete no momento da decolagem no aeroporto regional de Knox County, perdeu o controle e caiu em um terreno próximo ao local. Na queda, o avião explodiu. Além de Marcelo, morreram David Cheney, 22 anos, e William Hannigan III, 24 — um dos colegas era piloto. A Federal Aviation Administration (FAA ) e a National Transportation Safety Board (NTSB) investigam as causas do acidente.

Vida nos Estados Unidos

Após se formar como técnico agrícola no campus do município de Sertão do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), em 2008, Marcelo foi convidado para participar de um estágio nos Estados Unidos. Passou oito meses no Exterior, retornou para o interior do Estado e, depois, voltou aos EUA para mais duas temporadas, até decidir cursar a faculdade de agricultura sustentável na Universidade de Maine. Conquistou uma bolsa de estudos na instituição norte-americana e não retornou mais a Muliterno. Morava em uma república com outros 20 estudantes e trabalhava em uma fazenda em Nobleboro.

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