A explosão de uma bomba em Dera Ismail Khan, no noroeste do Paquistão, nas proximidades de a uma estrada pela qual passava uma procissão xiita, deixou ao menos sete mortos no sábado. A cidade fica na província de Khyber Pakhtunkhwa, situada próxima das zonas tribais, consideradas refúgios dos insurgentes talibãs.
Dois atentados prévios contra a minoria xiita, no início da semana, deixaram um total de 25 mortos em Karachi (sul) e Rawalpindi. Na semana passada, o Paquistão bloqueou temporariamente as redes de telefonia móvel, por temor de que fossem utilizadas para praticar atentados à distância, pois os telefones celulares permitem em alguns casos detonar à distância cargas explosivas.
As autoridades temem novos atentados contra a minoria xiita durante a Ashura, a data que marca o aniversário do martírio do imã Hussein, neto do profeta Maomé, em 680, em Kerbala, Iraque.
Na última quarta-feira, uma série de atentados deixaram 35 mortos e deixaram dezenas de feridos no Paquistão. Os talibãs reivindicaram a maioria dos atentados, decorrentes do início, na quinta-feira, de uma reunião de cúpula de oito países muçulmanos emergentes.
Os talibãs paquistaneses, que integram a rede extremista Al-Qaeda, são os principais responsáveis pela violenta campanha de atentados, em sua maioria suicidas, que provocaram mais de 5,2 mil mortes no país desde 2007. As ações têm como alvos símbolos da autoridade do Estado, mas os xiitas também são alvos frequentes dos ataques.
No domingo passado, a explosão de uma bomba nas imediações de um local de culto xiita matou pelo menos três pessoas e feriu outras 14 na cidade portuária paquistanesa de Karachi. O atentado ocorreu apenas dois dias depois de as autoridades terem anunciado um reforço nas medidas de segurança para evitar a violência sectária entre a maioria sunita e a minoria xiita no início do mês de Muharram (mês do calendário lunar muçulmano). Os xiitas representam cerca de 20% da população paquistanesa de 167 milhões de habitantes.








