Egito às urnas16/06/2012 | 10h47

Segundo turno das eleições egípcias se inicia em clima tenso

Após ditadura de três décadas, líder muçulmano disputa com aliado do antigo regime

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Segundo turno das eleições egípcias se inicia em clima tenso MOHAMMED ABED/AFP
Mulher egípcia vota na primeira e conturbada eleição presidencial após ditadura de Mubarak Foto: MOHAMMED ABED / AFP

Os colégios eleitorais abriram neste sábado no Egito para o segundo turno das primeiras eleições presidenciais após a queda de Hosni Mubarak no ano passado. A disputa é entre o ex-militar Ahmed Shafiq e o líder da Irmandade Muçulmana, Mohammed Mursi.

A comissão eleitoral egípcia estendeu por uma hora a abertura dos colégios eleitorais neste sábado. Os cerca de 13.000 colégios em todo o país fecharão às 21h pelo horário local (16h de Brasília) em vez de às 20h, anunciou a comissão. Mais de 50 milhões de eleitores foram convocados às urnas neste fim de semana, e os resultados oficiais são esperados para 21 de junho. Antes da abertura, às 8h (3h de Brasília), já tinham se formado filas na frente de alguns colégios.

Estas eleições dividiram o país entre os que temem um retorno do antigo regime caso Shafiq, o último primeiro-ministro de Mubarak, for eleito, e outros que se opõem à intromissão da religião na vida política no caso de uma vitória da Irmandade Muçulmana.

– Voto em Mursi porque não quero que Shafiq vença. Temo Mursi, mas Shafiq ainda mais. Não queremos alguém do antigo regime. Sinto que vai ser fácil para Shafiq (vencer), então decidi participar para complicar as coisas para ele – disse Nagwan Gamal, de 26 anos, diante de um colégio eleitoral do bairro de Manial, em Cairo.

Mursi liderou no primeiro turno, em maio, com 24,7% dos votos, e Shafiq teve 23,6%.

Na quinta-feira passada (14 de junho), o Supremo Tribunal Constitucional do Egito invalidou os resultados das últimas eleições legislativas por um vício processual na lei eleitoral, declarando "ilegal" um Parlamento dominado por islâmicos. O Poder Legislativo deverá, portanto, voltar para o exército por um período indeterminado.

Mubarak, 84 anos, forçado a sair em fevereiro de 2011 por uma revolta popular após 30 anos no poder, está no serviço médico da prisão de Tora, no sul do Cairo. Entre os dois turnos das eleições presidenciais, foi condenado à prisão perpétua por seu papel na morte de uma parte dos cerca de 850 manifestantes mortos durante a revolta.

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