Onda de violência20/03/2012 | 05h24Atualizada em 20/03/2012 | 07h46

Atentados em sequência deixam mais de 40 mortos em 13 cidades iraquianas

Explosões de carros-bomba tiveram como principal alvo forças de segurança locais

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Atentados em sequência deixam mais de 40 mortos em 13 cidades iraquianas STR/AFP
Carro-bomba explodiu na cidade de Hillah Foto: STR / AFP

Pelo menos 44 pessoas morreram em uma onda de atentados coordenados em várias cidades do Iraque, no dia do nono aniversário da invasão americana e a poucos dias da reunião de cúpula da Liga Árabe prevista para 29 de março em Bagdá.

Os ataques mais violentos aconteceram na cidade sagrada xiita de Kerbala, a 110 km ao sul de Bagdá, onde morreram 13 pessoas, e em Kirkuk (norte), onde 13 policiais perderam a vida.

Três pessoas morreram e quatro ficaram feridas na explosão de um carro-bomba perto do ministério das Relações Exteriores na capital. Além disso, em Bagdá um grupo armado matou três policiais em uma igreja na zona oeste da cidade.

Ataques também foram registrados nas cidades de Mossul (norte) Ramadi (oeste), Hilla (centro), Baji, Duluiya (centro) e na região de Tikrit. Um ataque em Tuz Jurmatu resultou na morte de um membro do conselho municipal.

Ao todo, 13 cidades foram afetadas pelos atentados entre as 7h e 9h (horário local), que deixaram mais de 180 feridos.

O governo iraquiano já havia advertido que a Al-Qaeda e os partidários do ex-ditador Saddam Hussein tentariam espalhar o caos no país. As autoridades mobilizaram um grande esquema de segurança para a reunião da Liga Árabe, que terá as presenças de vários chefes de Estado e do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. O encontro, o primeiro em Bagdá desde 1990, será precedido por reuniões dos ministros árabes da Economia e das Relações Exteriores.

As autoridades locais já haviam previsto atentados ao passo que a reunião de cúpula da Liga Árabe se aproximasse. O governo iraquiano pretende exibir no encontro as melhorias na segurança e a estabilidade em meio à luta sectária que há alguns anos quase arrasta o país em uma guerra civil.

Os insurgentes pretendem prejudicar a imagem de Bagdá, enquanto as autoridades preveem novos ataques à medida que centenas de representantes de vários países árabes e jornalistas cheguem à capital.

Comentar esta matéria Comentários (3)

Cesar Oliveira

Estas noticias já não causam mais espanto. Que gente que gosta de morrer!Quando não são estrangeiros que os matam em guerras, eles próprios se matam.Fanatismo é pouco, pois para mim isto é loucura generalizada mesmo.

20/03/2012 | 11h46 Denunciar

joao rodrigues da silva

Agora que Iraque está falido, dizimado, quem paga a conta moral do povo Iraqueano, por causa de uma mentira - talvez a maior mentira do mundo - de BUSH? E esse povo que não consegue se organizar, principalmente contra o inimigo?

20/03/2012 | 11h20 Denunciar

joao rodrigues da silva

ESSA É A HERANÇA GRATUITA QUE OS USA DEIXARAM AO PROCURAR ARMAMENTOS QUÍMICOS NO IRAQUE. ATENTADOS INTERMINÁVEIS QUE DIZIMAM SUA POPULAÇÃO. JÁ, EM VIDA, BUSH DEVE ESTAR SENTADO NO COLO DO CAPETA...

20/03/2012 | 11h16 Denunciar

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