Saúde13/12/2013 | 14h32

Grávidas poderão ser vacinadas contra coqueluche a partir do ano que vem

O Instituto Butantan vai produzir vacina para gestantes

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Grávidas poderão ser vacinadas contra coqueluche a partir do ano que vem Reprodução/Reprodução
Foto: Reprodução / Reprodução

A partir do ano que vem, mulheres grávidas poderão ser imunizadas contra a coqueluche. O Instituto Butantan vai produzir uma versão acelular da vacina contra a doença. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 7 milhões de mulheres deverão ser beneficiadas com a vacinação.

Atualmente, a vacina contra a coqueluche é disponibilizada somente para crianças, por meio do Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde. A cobertura contra a doença começa com a vacina pentavalente, administrada aos dois, aos quatro e aos seis meses de vida. Além da prevalente, a criança recebe dois reforços com a vacina DTP, que protege contra difteria, tétano e coqueluche. O primeiro reforço deve ser administrado aos 15 meses e o segundo, aos quatro anos.

Segundo o Instituto Butantan, um acordo de transferência de tecnologia firmado com o laboratório GlaxoSmithKline (GSK) permitirá a fabricação da vacina acelular no Brasil. O diretor do Butantan, Jorge Kalil, disse que a versão atual da vacina, celular, é aplicada apenas em crianças porque é tóxica para adultos.

- Para evitar que as mulheres grávidas bebês contraiam coqueluche e transmitam a doença aos filhos, o governo federal resolveu fazer a vacinação das gestantes. E, para fazer isso, precisa ser a vacina acelular- explicou Kalil.

Causada pela bactéria Pertussis, a coqueluche tem como principal sintoma uma tosse desenfreada e incontrolável que, em casos graves, pode levar até mesmo à morte. O médico explicou que, quando aplicada no adulto, a Pertussis celular é tóxica e gera reações. Por isso empresas multinacionais desenvolveram outra vacina de Pertussis, sem a célula e menos tóxica que a celular, para aplicação em adultos.

- Essas empresas só pegaram alguns componentes da bactéria e fizeram uma vacina acelular, que imuniza menos e dá uma resposta mais fraca, mas menos tóxica. No Brasil, sempre se usou a DTP celular em crianças e, nos adultos, quando era preciso reforçar a imunização, dava-se a vacina de adulto, que é para difteria e tétano, mas sem a Pertussis - explicou Kalil. 

Segundo o Ministério da Saúde, 4.361 casos de coqueluche foram confirmados no país até novembro deste ano, com 57 óbitos.

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