Belos caminhos28/02/2014 | 06h08

As pernadas imperdíveis do Litoral Norte

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As pernadas imperdíveis do Litoral Norte Mauro Vieira/Agencia RBS
No caminho da Santinha, em Torres, a vista é de tirar o fôlego Foto: Mauro Vieira / Agencia RBS

Apontando o mar aberto, uma veranista mostrava ontem um dos benefícios da caminhada em Torres para a mãe:

– Quer uma foto legal para o teu Facebook? Então vem aqui e olha isso.

Próximo dali, uma adolescente fazia um selfie, tendo um morro do Parque da Guarita como cenário, enquanto uma família contemplava a imensidão do oceano, em silêncio, após andar 500 metros. Já em Tramandaí, um casal valorizava o “ar mais puro” da caminhada nas margens do rio.

Zero Hora percorreu quatro trechos do Litoral Norte e mostra que caminhar pode ser mais surpreendente do que se imagina.

O belo e sinuoso Caminho da Santinha

O sopé do Morro do Farol é ideal para caminhar ao amanhecer ou no final da tarde e apreciar o nascer ou pôr do sol, tendo como cenário Torres e o mar aberto. O local é conhecido por atrair um bom número de fiéis de Nossa Senhora Aparecida, que deixam oferendas à estátua da santa. A caminhada passa abaixo de grandes pedras, formadas há milhões de anos pelo depósito de camadas de formação vulcânica.

– Venho sempre que tem sol e estou pela praia. Faço a volta no morro em uns cinco quilômetros de caminhada, durante uma hora. Libero bastante serotonina, saio com a cabeça ótima e meu corpo agradece – diz Artur dos Reis, 34 anos, um assíduo frequentador do caminho da santinha.

Vista que vale o investimento

Situado entre as falésias nacionalmente conhecidas de Torres, o Parque da Guarita é ponto de partida para caminhadas leves ou puxadas, trilhas ou momentos de contemplação. A área tem morros, banhados e faixas de praia preservados.

– Meu sobrinho falava para vir, que valia a pena. É bom e cansativo. Vamos ver como é lá em cima – disse o veranista Dilamar Antônio Rosa, 43 anos.

Do alto, a paisagem (acima) vale, sim, o esforço. O contraste das torres basálticas com o mar proporciona um visual único no Rio Grande do Sul.

– É fantástico. Para quem gosta de caminhar e conhecer os lugares, esse é imperdível – garante Jeremias dos Santos, 46 anos, de Uruguaiana.

Três trajetos para o Araçá

Partindo do centrinho de Capão da Canoa, há três caminhos para se chegar ao Farol do Araçá (acima), em frente à guarita 70, um canto mais reservado da praia: pela Avenida Paraguassú, por ruas paralelas à avenida ou pela Beira-Mar (que se transforma em Atlântica). Com uma distância média de quatro quilômetros, a primeira opção é para quem gosta de movimento, já que a Paraguassú é uma das principais vias de Capão.

Na segunda rota, por dentro, o clima residencial possibilita um descanso para a mente. Já pela Beira-Mar, barulho e beleza se misturam no contato com veranistas, veículos, música e o visual da orla da praia.

Silêncio e meditação à beira do rio

O cenário é bucólico, atrapalhado apenas pela presença constante de veículos atravessando a ponte que separa Tramandaí e Imbé.

A caminhada de um quilômetro na barra do rio Tramandaí (abaixo), saindo da ponte em direção à praia, é uma fuga do agito e um bom momento para silêncio e meditação. Com bancos e árvores para descanso, os únicos barulhos que se escutam são o da água indo e voltando em direção às margens e dos pescadores alçando suas redes.

– É um lugar diferente. O ar é mais puro, bom para aproveitar a natureza, e é caminho para a praia. Quem não gosta de tomar banho de mar, pode se banhar aqui – afirma Francisco de Assis Silva, 53 anos.

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