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Esporte da temporada01/02/2013 | 06h01

Prática do slackline ganha força no litoral gaúcho em 2013

O primeiro circuito de slackline do Rio Grande do Sul foi realizado na Praia Grande de Torres e o próximo será em Atlântida, em 23 de fevereiro

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Prática do slackline ganha força no litoral gaúcho em 2013 Ricardo Duarte/Agencia RBS
As árvores existentes entre dunas e calçadões têm sido o local preferido para os adeptos da atividade Foto: Ricardo Duarte / Agencia RBS

Pé por pé, Luiz Mottin tenta se equilibrar na busca por um novo esporte. Ele e seus amigos fazem parte da turma dos novos praticantes do slackline. O gosto pela "corda bamba" vem ganhando adeptos de todas as idades e virou febre no Litoral. Como precisa de dois apoios para amarrar a fita de poliéster (similar àquelas utilizadas em escaladas de montanhas), as árvores existentes entre dunas e calçadões têm sido o local preferido para os praticantes do esporte, que, na praia, une o prazer de observar o mar com o aprendizado de uma atividade nova.

Para os amigos de Luiz, a brincadeira é uma terapia. Em dias em que as ondas mínguam e a prática do surfe fica impossível, os universitários pegam a savero branca e saem em busca de árvores que possam sustentar a emoção. Nesta semana, escolheram os troncos em frente à guarita 100, em Noiva do Mar, para o esporte.

Ideal para o final de tarde, carregam consigo cuia, erva e térmica para sorver um mate, sentir a brisa do mar batendo no rosto, escutando pop rock e surf music. Rola ainda muita risada quando os amigos caem seus tombos.

— Ainda somos iniciantes. Deixamos a corda baixa para não ter perigo de nos machucarmos — confessa Luiz, dono da corda, pela qual pagou R$ 150, há um ano.

Bernardo Stringhi, 20 anos, conta que é bastante fácil começar no esporte, mas a arte de se equilibrar na de surfe é uma ótima aliada.

— Toda a força fica no abdômen — completa Luiz.

Na praia ao lado, em Capão da Canoa, outro point da gurizada fica no final do calçadão, perto do santuário de Iemanjá. No mesmo horário que os meninos só que em dias diferentes, um grupo de adolescentes, ainda meio desengonçados, passava o tempo bambeando e arriscando pulinhos.

Este é o primeiro ano que o esporte chegou com força ao litoral gaúcho, conta o presidente da Federação Gaúcha de Slackline, Cléber Koplin, 26 anos. Tanto que o primeiro circuito de slackline do Rio Grande do Sul foi realizado no último final de semana na Praia Grande de Torres. A próxima será em Atlântida, no dia 23. Ao todo serão nove competições.

E a FGSlackline tem deixado um legado em várias áreas do Litoral Norte. Só neste ano, pelo menos dois pontos da faixa litorânea têm estacas fixadas na beira-mar para curtir a moda de frente para o mar, tendo a areia como amortecedor. Eles ficam em Torres e Mariluz.

— A praia é o lugar mais fácil para se praticar o slackline e até para instalar o equipamento — diz Koplin.

Mas o presidente da federação dá uma dica para quem quer testar as suas manobras na corda este ano:

— O legal é justamente procurar um local diferente, com dois pontos fixos para praticar. O mais importante é que ele consiga aliviar a pressão do dia a dia.

O esporte

O que é?

> Caminhar sobre uma fita presa em dois pontos fixos (normalmente entre árvores) sem perder o equilíbrio.

É bom para quê?

> Trabalha abdômen pernas e braços.

> Ajuda no equilíbrio, na coordenação motora, na concentração e na redução do estresse e pode ser praticado por pessoas de qualquer idade.

> Estimula o autoconhecimento, o foco e a autoconfiança, atributos que servem para outros setores da vida do praticante.

Onde praticar?

> Em parques e praças das cidades e nas praias. Para iniciantes, é fundamental o auxílio de outra pessoa como apoio para realizar os primeiros passos na fita.

É caro?

> Um kit completo varia entre R$ 200 e R$ 300.

Curiosidades

O slackline teve início nos anos 80, em Yosemite, na Califórnia, nos Estados Unidos. Neste vale, ocorre a prática de escalada em rocha. Nos momentos de descanso, entre uma escalada e outra, os praticantes acampados no local passaram a usar as cordas e equipamentos de escalada para distração. No início dos anos 2000, foram realizados os primeiros campeonatos fora do Brasil. Se popularizou no Rio de Janeiro e aí percorreu outros Estados. Hoje é bem popular pelos parques de Porto Alegre.

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