Hit do último verão europeu e americano, um novo brinquedo aquático já desperta a atenção nas águas gaúchas. Conectado a uma moto aqutática, o flyboard permite que uma pessoa voe a 10 metros de altura, impulsionado por um jato d'água. Criada pelo piloto francês Franky Zapata, a invenção que chegou ao Brasil em novembro de 2012 fascina por misturar o sonho humano de voar a acrobacias aquáticas e a muita adrenalina.
— É algo sensacional. A gente sente mesmo como se pudesse voar — conta o empresário Rodrigo Mennet de Magalhães, 30 anos.
Porto-alegrense que atualmente mora em Santa Cruz do Sul, ele testou o equipamento há duas semanas no Rio Jacuí, em Rio Pardo. Enquanto voava sobre a água, atraía a atenção dos banhistas que ainda desconheciam o brinquedo.
— Como já ando de skate, não senti dificuldade de usar o equipamento. Mas alguns amigos meus que também testaram e caíram vários tombos — lembra Magalhães, bem humorado.
Uma vez conectado, o flyboard aproveita a turbina da moto aquática como uma bomba d'água para impulsionar a pessoa que está em cima de uma prancha para cima, usando uma mangueira de 15 metros. A direção é dada pelo "flyboardista", que usa apenas os pés, como em um snowboard ou no skate, para determinar para onde quer ir. É possível fazer manobras em um raio de 15 metros em torno da moto aquática, seja ficando acima da superfície da água ou até mesmo mergulhando.
— Eu procurei fazer manobras apenas no ar, já que em rio a gente nunca sabe o que tem embaixo, pedras, galhos ou buracos — afirma o empresário que ainda avalia se vai investir na aquisição.
O kit completo para ser ligado à moto aquática, composto por mangueira, dutos, prancha com botas fixas e par de manetes, custa em torno de R$ 30 mil. Para comprar o flyboard, é preciso fazer um curso, ministrado pelo fabricante, que dura de quatro a seis horas, além de ter a licença de moto aquática.
São poucas as lojas no Brasil que estão autorizadas a vender o produto. Proprietário de loja que vende o equipamento no Rio Grande do Sul, na Capital, Julio César Silveira faz apresentações do flyboard pelo Estado e oferece o passeio como test drive a clientes.
— É um esporte muito tranquilo e não tem perigo, basta a pessoa ser bem instruída — garante Silveira.
Desde outubro, foram vendidos quatro flyboards no Estado. No entanto, segundo o dono da loja, o número deve subir à medida que os gaúchos forem conhecendo e se apaixonando pela adrenalina de voar sobre a água.
O curso promovido pela loja gaúcha é dividido em duas etapas com duas horas cada. Na primeira, o usuário aprende a conduzir a moto aquática com o flyboard. Ele deve ser habilitado para isso. No segundo momento, o flyboardista é treinado para voar. As aulas misturam teoria e prática e são inclusas na compra do equipamento.
CURIOSIDADES
Como funciona
Conectado a uma moto aquática por uma mangueira, o flyboard aproveita a turbina do veículo como uma bomba d'água para impulsionar o passageiro, preso por uma bota fixada a uma prancha, para a direção que desejar. A direção a ser tomada é oposta à do jato, que é controlado pelo passageiro com movimentos das pernas. Além do controle de direção, existe o de aceleração, que é usado pelo instrutor diretamente na moto aquática, quando o "flyboardista" está aprendendo. Quando apto, ele acelera sozinho.
Também existe um jato de água que sai do suporte de mão só para auxiliar no equilíbrio.
É fácil de aprender?
O flyboard é um equipamento intuitivo. Conforme o site do inventor francês, é como aprender a andar de bicicleta. São necessários de cinco a 20 minutos para aprender o básico do flyboard com um instrutor. Já para obter o treinamento, dominar as manobras e compreender o funcionamento, são cerca de três horas.
Tem limitação de uso?
A indicação é de que o flyboardista tenha, pelo menos, 14 anos, devido ao porte físico que a prática exige. O equipamento deve ser usado em locais com, no mínimo, dois metros de profundidade, para evitar ferimentos nas quedas.
Quanto custa?
O kit, composto por mangueira, dutos, prancha com botas fixas e par de manetes, custa em torno de R$ 30 mil. Além disso, é preciso alugar ou ter uma moto aquática. Para comprar o flyboard, é necessário fazer um curso, que dura de quatro a seis horas, com aulas práticas e teóricas. Utiliza-se colete salva-vidas e capacete.
Onde comprar?
São poucas as lojas autorizadas a vender o flyboard no país. No Estado, a Powered By Kri Kri vende, no bairro Cavalhada, na Capital. No site, ele é oferecido a R$ 29,7 mil. Contatos: (51) 3024-3757 ou www.krikri.com.br









