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Deu praia13/01/2013 | 22h08

Final de semana teve mar com água clara e morna no Litoral Norte

Veranistas lotaram a orla

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Final de semana teve mar com água clara e morna no Litoral Norte Lauro Alves/Agencia RBS
Fortes correntes deixaram o mar perigoso Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

O Litoral Norte recepcionou veranistas com as maravilhas que se espera de um fim de semana na praia: céu aberto, sol forte, orla cheia e colorida.

Não bastassem as temperaturas próximas aos 28ºC e o vento a soprar suave e refrescante, no combo-verão ainda estava previsto um mar de águas claras e mornas. Irresistível.

Talvez por isso, Lurdes dos Santos, 14 anos, tenha tido tanto trabalho na tarde de domingo. Coube a ela a missão de acompanhar a irmã Stefanie, três anos, até o mar. Uma tarefa nada difícil para a adolescente.

— A água está especial neste fim de semana. Por estar mais limpa, a gente consegue até ver os peixinhos que vêm com as ondas — descreveu Lurdes, compreendendo os motivos pelos quais a pequena irmã não queria saber de tirar os pés da água.

Pode até ter sido surpreendente para os padrões gaúchos. No entanto, o mar que seduziu veranistas do Litoral Norte nestes dois dias de folga se mostrou também traiçoeiro.

Somente no último sábado, salva-vidas resgataram 30 banhistas em Capão da Canoa — o maior número de ocorrências registradas por dia na praia desde o início da 43ª Operação Golfinho, em 15 de dezembro.

Dos veranistas socorridos em toda a extensão da orla, 16 haviam sido levados pela corrente de retorno localizada entre as guaritas 75 e 76, na área mais movimentada da praia.

— O sábado teria sido um dia de praia perfeito, não fosse a presença dessas correntes que são causa de aproximadamente 85% dos afogamentos que acontecem no mar. Desrespeitando a sinalização, os banhistas entram e não conseguem mais sair da água— explicou o tenente coronel Vinícius Clos Corrêa, coordenador da operação.

Para evitar que o domingo fosse de susto, toda a extensão de Capão da Canoa foi marcada por bandeiras vermelhas. Entre as guaritas da região central, os avisos foram reforçados com o isolamento da área de repuxo por meio de faixas e com a orientação de salva-vidas. Ainda assim, um banhista teve de ser socorrido na manhã de hoje.

Desde 15 de dezembro, quando começou a 43ª Operação Golfinho, já foram realizados pelo menos 591 salvamentos nas praias do litoral gaúcho. Os locais que tiveram maior número de intervenções dos salva-vidas foram Barra do Chuí, Torres, Capão da Canoa, Imbé e Cassino.

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