A quarta-feira se iniciou ensolarada, porém ventosa no Litoral Norte. Em Capão da Canoa, às 9h, fazia 24°C e a velocidade do vento era de 24 km/h, tremulando guarda-sóis. O mar, ainda morno e calmo, foi um convite para pessoas de toda as idades que, desde cedo, se esbaldavam em mergulhos.
Aproveitando o clima de praia, o atleta paraolímpico João Corrêa está desde segunda-feira treinando pelas bandas de cá. Hoje tirou o dia para gastar calorias em Capão. E foi atração. Os banhistas que passavam rumo ao mar, paravam para perguntar mais sobre a história dele, curiosas com a bicicleta adaptada para o cadeirante — uma handbike.
O homem de 49 anos está no Litoral para se preparar para um grande desafio: correr muito além dos 42,196 quilômetros e alcançar 200 quilômetros em menos de 12 horas, o que está marcado para abril deste ano.
João Corrêa sairá de Canoas percorrendo uma distância de 100 quilômetros até Osório e retornará no mesmo trajeto.
A história de vida do atleta é emocionante.
Corria maratonas até os 19 anos, quando caiu de um prédio onde trabalhava. Perdeu o movimento das pernas. Levou quatro anos para retomar a coragem de competir. Começou com uma cadeira de rodas e, desde outubro de 2012, busca novos desafios na handbike — uma espécie de bicicleta invertida, onde ele anda deitado e “pedala” com as mãos.









