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Florianópolis09/01/2013 | 15h54Atualizada em 09/01/2013 | 18h01

Comerciantes ocupam areia com cadeiras de praia vazias, enquanto banhistas têm dificuldade de encontrar espaço para ficar

Representantes da prefeitura afirmam que prática é proibida e devem definir ações de fiscalização

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Comerciantes ocupam areia com cadeiras de praia vazias, enquanto banhistas têm dificuldade de encontrar espaço para ficar Alvarélio Kurossu/Agencia RBS
Em Jurerê Internacional, ambulante ocupa mais um espaço, sem necessidade, na praia Foto: Alvarélio Kurossu / Agencia RBS

Nos dias de sol fica difícil encontrar um lugar na areia das praias mais badaladas de Florianópolis no primeiro mês do ano. Imagine você estar a procura de um espaço para se alojar , olhar para o lado e perceber um monte de cadeiras vazias. É de causar indignação. Apesar dos balneários serem espaços públicos, é comum os ambulantes que alugam cadeiras e guarda-sóis reservarem lugares para seus clientes.

Essa prática ocorre principalmente nos balneários do Norte da Ilha. A dona de casa da cidade gaúcha de Panambi, Celi da Silva, teve de instalar a sua tenda para proteger seus seis familiares do sol na parte mais ao fundo da Praia de Canasvieira, logo atrás das cadeiras vazias de um comerciante.

— Não consegui ficar mais perto da praia. A gente já paga estacionamento, o pessoal do aluguel monta as cadeiras nas praias para ficarem vazias. Eu acho errado. É um espaço enorme que eles usam sem necessidade— reclama Celi.

O comerciante ambulante de cadeiras e guarda-sóis José Luís Pacífico costuma deixar mais de 10 cadeiras vazias em Canasvieiras. Ele afirma que faz isso porque depois a praia lota de banhistas e ele fica sem espaço para alugar seu material.

— Mas quando chega alguma família e pede espaço, a gente cede — garante Pacífico.

O fiscal da Secretaria Executiva de Serviços Públicos (Sesp) Jucélio Miguel dos Santos afirma que a reserva de cadeiras é proibida e a mesma regra serve para condomínios e hotéis.

— A gente orienta, mas o pessoal é teimoso mesmo — diz o fiscal.

Santos informou que nesta semana devem ser definidas ações de fiscalização, pois a nova chefia tomou posse na terça-feira. As penalidades para quem descumpre as regras vão de multa de até um salário mínimo (R$ 678), suspensão por sete dias e até cassação de alvará.

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