Logo cedo, quase todos os raios de sol são dos atletas. Nada de recordistas ou medalhistas. São corredores de praia, surfistas e caminhantes obstinados no que desejam: seja perder peso ou manter uma vida mais saudável.
Mas eles não monopolizam o calor matinal. Dividem com o pessoal que monta as barracas muito antes dos veranistas chegarem, com os persistentes pescadores e, especialmente na manhã deste domingo, em Capão da Canoa, com Jenifer Viciniescki, 15 anos.
De longe se percebia que a adolescente sentada próximo ao mar não estava sozinha. Além daqueles pelos quais lançava um olhar distante em direção ao mar, carregava outros óculos sobre a cabeça. E ao lado do par de sandálias que calçava, guardava outras. Muito maiores.
Sem tirar o olho do namorado que encarava as ainda geladas águas do Litoral Norte, Jenifer escolhia com calma a próxima música a tocar no tablet, indicando pela falta de pressa que aquela contemplação à distância ainda iria longe. E seria, pelo menos nessa temporada, de longe.
— Morro de medo de água. Sufar só no verão que vem. E olha lá — ponderou entre risadas.













