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Etiqueta praiana22/12/2012 | 16h09

Areia também é lugar de manter boas maneiras para não se estressar

Zero Hora conversou com especialistas e montou um manual de comportamento na orla

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Areia também é lugar de manter boas maneiras para não se estressar ricardo wolffenbuttel/Agencia RBS
Se precisar sacudir a canga ou a tolha, busque um local afastado onde não irá incomodar ninguém Foto: ricardo wolffenbuttel / Agencia RBS

Praia é sinônimo de férias, descanso e tranquilidade. Ao arrumar as malas, vale deixar o salto alto e a gravata na cidade, mas para garantir a paz para você e seu vizinho de guarda-sol, não dá para esquecer de levar as boas maneiras à areia.

— As pessoas carregam o estresse do ano inteiro para a praia e isso faz com que elas esqueçam as normas de convivência — explica a consultora de comportamento e moda Roberta Gerhardt.

Zero Hora conversou com especialistas e montou um manual para apurar o que é certo ou errado no comportamento na orla. São dicas simples — mas valiosas. Guie-se pelo bom senso e garanta seu lugar ao sol neste verão.

TAPE OS OUVIDOS

Além de pegar mal e incomodar a maioria, som alto é crime. Os festeiros mais animados podem ser enquadrados em duas infrações: poluição sonora e perturbação do sossego alheio. A pena é o recolhimento do aparelho ou até mesmo do veículo.

— Teremos equipes fazendo o monitoramento em todo o Litoral, com equipamentos que medem o nível sonoro e filmadoras — alerta o comandante ambiental da Brigada Militar, coronel Ângelo da Silva.

Tolerância e bom senso são os pedidos da polícia, principalmente no que diz respeito às festas de final de ano. Eventuais ruídos provocados pelas comemorações podem ser considerados aceitáveis — desde que em volumes moderados. Nada de tentar impor seu repertório musical para todo mundo ouvir.

— Hoje, quanto mais discreto, mais chique — finaliza Roberta Gerhardt.

DE OLHO NOS PIMPOLHOS

Quem estiver acompanhado dos pequenos à beira-mar deve manter a atenção redobrada. Além de estarem expostas a riscos no mar e na areia, as crianças ainda podem se tornar inconvenientes aos vizinhos de guarda-sol — jogando água ou correndo na volta das cadeiras. Para não transformar o dia de praia em dor de cabeça, mantenha o filhote sempre em seu campo de visão.

— Costumamos procurar locais com pouco movimento, onde conseguimos sentar e visualizar as crianças durante todo o tempo. Esse é o segredo — conta o veterinário Maurício Tavares, 33 anos, pai de Luca, três anos e meio.

Alguns paradouros e condomínios já oferecem o serviço de babás e recreacionistas. A ida à praia na companhia de amigos e familiares com filhos também pode ser uma boa alternativa, para os pequenos brincarem juntos.

— Nunca deixamos de aproveitar a praia por causa da nossa filha, mas tentamos dar preferência aos horários de sol mais fraco — acrescenta o advogado Rodrigo Lima, 40 anos, pai da Betina, um ano e meio.

LUGAR AO SOL

É nos finais de semana que a população do Litoral se multiplica e a faixa de areia fica tomada pelos veranistas. Encontrar um local para instalar a cadeira e o guarda-sol pode se tornar uma tarefa árdua. Se a orla já estiver lotada, se afaste da popular "muvuca".

— Ao sentar-se junto ao guarda-sol de uma amiga que está na sombra, respeite e não fique disputando o pequeno espaço. Toalhas são individuais — orienta a colunista de Zero Hora Célia Ribeiro.

Lembre-se, ainda, que a extensão da praia é democrática e que ninguém é dono do local. Para evitar desconfortos, procure não esparramar suas coisas pela areia e não armar um verdadeiro acampamento à beira-mar.

ABAIXO O CROQUETE

Nada pior do que estar na beira da praia e ser surpreendido com uma chuva de grãos de areia. Se precisar sacudir a canga ou a tolha, busque um local afastado onde não irá incomodar ninguém.

— Duvido que uma pessoa hoje não saiba o quanto é inconveniente ter tal atitude — reforça Roberta Gerhardt.

Na dúvida, leve na bolsa de praia uma toalha extra. Assim, não correrá o risco de transformar o vizinho em croquete.

FAROFADA NA ORLA

Na praia, a inflação chega antes mesmo do início da temporada, e os quiosques e bares passam a exibir cardápios com preços salgados. Para que o lanche não pese no bolso, uma boa alternativa é carregar uma bolsa térmica com sanduíches, frutas, água e refrigerante. Mas cuidado para não transformar a orla em um restaurante particular.

Comida e bebida podem ser levadas se corretamente organizadas e acondicionadas, em potes e copos específicos. Não esqueça também de guardanapos e toalhas para limpar a sujeira no final do piquenique praiano.

QUATRO PATAS

As principais cidades do litoral gaúcho têm leis que restringem o acesso de animais à praia. O infrator pode, inclusive, ser multado e ter o cão apreendido se flagrado com o bichinho na orla. Além de pesar no bolso, a atitude apresenta um risco para a saúde.

— As fezes dos animais na areia podem provocar a transmissão de doenças e até mesmo a infestação de sarna e pulga — explica o veterinário Marcelo Azevedo.

Consciente dos riscos, Pedro Carvalho, 23 anos, procura evitar locais e dias movimentados. Na companhia da namorada, o empresário cuida de três cachorros: um golden retriever, um pug e uma vira-lata.

— Costumamos levá-los à praia fora de temporada porque eles são muito brincalhões, gostam de entrar na água, o que acaba assustando muita gente — conta.

No Litoral, apesar da proibição, a fiscalização é rara, mas os donos devem ficar atentos. Expostos, os animais podem se tornar as principais vítimas — desenvolvendo alergias ou ficando desidratados.

NADA DE SUJEIRA

Em tempos de consciência ambiental e desenvolvimento sustentável, lixo no chão se tornou atitude ultrapassada. Mesmo assim, é tarefa fácil encontrar, ao final do dia, garrafas, latas e espigas de milho emergindo da areia.

— Na bolsa, leve sempre um plástico para guardar o lixinho — recomenda Célia Ribeiro.

No final do dia, carregue sua sacola até a lixeira mais próxima — que, normalmente, fica localizada nas saídas da praia. Se o cesto já estiver cheio, nada de entupi-lo ainda mais! Procure outro local ou leve o saquinho até sua casa, onde poderá descartá-lo corretamente.

PÉ DE ATLETA

Vôlei, frescobol ou, simplesmente, "bater uma bolinha". Seja qual for a modalidade, a beira da praia é um convite para a prática de esportes. No entanto, procure sempre respeitar os demais veranistas.

— Escolha o local adequado. E será que ainda preciso dizer para não jogar frescobol entre os guarda-sóis lotados de gente? — ensina Roberta Gerhardt.

Sungas e biquínis muito pequenos também não são recomendados para as atividades físicas — assim, você não corre o risco de deixar a mostra mais do que se deseja. Roupas leves, como shorts, tops e bermudas, são os figurinos mais indicados.

— Atenção para o uso de tênis. Correr descalço pode gerar lesões. Prefira também a corrida na faixa em que a areia é mais dura — acrescenta o educador físico Felipe Bavaresco, 28 anos.

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