A ida à praia ficou mais salgada neste veraneio. Alguns dos itens preferidos à beira-mar estão mais caros do que na temporada passada. A boa notícia é que, em média, o reajuste de preços é baixo e não respinga em todos os produtos — a água-de-coco, por exemplo, segue custando cerca de R$ 5 nas areias gaúchas.
Proprietária de um quiosque na Praia Grande, em Torres, há 30 anos, Olga Baltazar, 57 anos, não acredita que os novos valores irão pesar no bolso dos veranistas:
— Tudo está mais caro, por isso temos que repassar o aumento para os clientes — pondera.
Eleito um dos itens preferidos à beira-mar, o milho cozido teve o preço elevado em quase 20%. A tradicional espiga lambuzada com margarina e sal custa R$ 3 em 80% das barraquinhas pesquisadas. No verão passado, o produto saía por R$ 2,50. O item que promete ser o vilão do bolso do consumidor na temporada é a caipirinha. Em algumas barracas, o valor do drink aumentou quase R$ 4 em função da alta no preço da vodca.
É durante o veraneio que os pequenos empresários buscam correr atrás do prejuízo sofrido no restante dos meses. Dona de uma barraquinha com o marido, a professora Ana Célia Milcharek, 45 anos, considera o lucro uma renda extra:
— Paguei a minha faculdade com o dinheiro do quiosque, além da construção da minha casa e a compra de um carro novo — conta.
Em ritmo de férias e descanso, parte dos veranistas não considera o reajuste abusivo:
— Isso é comum. De ano para ano, os valores vão variando, mas seguem dentro da normalidade — analisa o comerciante Luciano Pereira, 41 anos, que aproveitou o domingo de sol e calor na beira da praia de Torres.
Para se hospedar, os veranistas também irão pagar mais caro. De acordo com o Sindicato dos Hotéis e Restaurantes do Litoral Norte, as diárias estão, em média, 10% mais caras. A vantagem é que muitos locais mantiveram a tabela antiga.
— Alguns estabelecimentos localizados nas praias onde a procura é grande tiveram um aumento maior, mas a recomendação é manter os preços da temporada passada para conseguir competir com o litoral de Santa Catarina — explica o presidente do sindicato, Francelino Meregalli da Silveira.
É a famosa lei da oferta e procura: à medida que as temperaturas aumentam, os valores na praia esquentam.
O QUE AUMENTOU
Milho cozinho - R$ 2,50 para R$ 3
Caipirinha - De R$ 5 a R$ 15 (O drink à base de cachaça não teve reajuste, apenas a bebida feita com vodca)
Pastel frito - R$ 2,50 para R$ 3
Refrigerante - R$ 3 para R$ 3,50
O QUE NÃO AUMENTOU
Cerveja (Lata 473 ml) - R$ 5
Suco natural - R$ 4
Coco - R$ 5
Aluguel de cadeiras e guarda-sóis - De R$ 6 a R$ 15, conforme o modelo
Cangas - A partir de R$ 25









