Presente no país desde 2008, a tecnologia 3G ainda enfrenta dificuldades para expandir os serviços aos usuários. No litoral norte do Estado, por exemplo, nenhuma cidade é coberta pelo sinal móvel da TIM. E o 3G da Oi funciona em seis praias da região.
Veja onde há 3G disponível
— A questão não é apenas ter cobertura, mas sim garantir qualidade na transmissão de dados — explica Eduardo Aspesi, diretor de Segmentos da Oi, acrescentando que a expansão é vinculada à demanda.
Apesar de ter uma cobertura mais ampla, comparadas às concorrentes, Vivo e Claro também não oferecem o serviço de maneira uniforme nos litorais gaúcho e catarinense. Em Garopaba, por exemplo, um dos principais destinos dos gaúchos no verão, a única operadora a oferecer o acesso 3G é a Vivo.
— Atendemos às localidades com maior fluxo atualmente, mas até o final deste ano pretendemos dobrar a nossa cobertura em Santa Catarina, incluindo a região litorânea — planeja Eduardo Barcelos Coutinho, diretor-regional da Claro em Santa Catarina e no Paraná.
Os dois principais obstáculos para expansão da rede, conforme Coutinho, são a construção das ligações de longa distância (rede de fibra óptica) e a estrutura necessária (antena e melhoria de sinal).
Até nas cidades onde a cobertura das operadoras está presente, o sinal nem sempre está disponível em todo o território. Como o raio do 3G tem alcance menor, pode haver a ocorrência das chamadas zonas de sombra, onde a conexão é mais lenta em determinados pontos.
O alto número de acessos também compromete a transmissão de dados até nas áreas centrais, pois as torres nessas regiões não são dimensionadas para suportar um volume elevado de aparelhos conectados.












