Após mais de duas horas reunidos em assembleia, integrantes do grupo de mobilização dos rodoviários de Porto Alegre aprovaram, por unanimidade, indicativo de estado de greve na noite desta sexta-feira. Além disso, acenaram pelo pedido de expulsão de todos os diretores do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Passageiros de Porto Alegre (Rodoviários/POA).
— Era necessária a assembleia para termos um termômetro do movimento. Foi um sucesso. A categoria aprovou todos os encaminhamentos. Agora faremos os trâmites legais para avisar as autoridades do estado de greve — explica uma das lideranças do chamado "grupo de mobilização" e membro da direção da CUT e do Conselho Municipal de Transporte Urbano, Luís Afonso Martins.
O indicativo, no entanto, não garante que ocorrerá paralisação de rodoviários na Capital. Duas novas assembleias — pela manhã e à noite —, ainda sem data marcada, irão decidir ou não pela greve. Martins considera que as próximas tarefas do grupo vão "demandar tempo".
Entre as principais reivindicações da categoria estão a redução da jornada de trabalho para seis horas diárias e o fim do banco e da compensação de horas. Os rodoviários ainda pedem licença maternidade de 180 dias.
Martins reafirma que o dissídio da categoria está em aberto na Justiça, apesar de uma votação que terminou em pancadaria no dia 22 de janeiro ter acertado reajuste de 7,5%. O dirigente também não descarta novos protestos, como a Operação Tartaruga:
— Isso pode acontecer a qualquer momento.












