O pedido do MPT foi acatado pela Justiça em caráter liminar e, caso a operação aconteça, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Coletivos e Seletivos Urbanos de Passageiros de Porto Alegre terá que pagar uma multa de R$ 100 mil.
Até as 17h30min, não havia sinal de congestionamento no trânsito e as câmeras da Central de Rádio da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) não registraram lentidão em corredores. De acordo com a EPTC, 250 agentes estão posicionados nos principais cruzamentos da cidade para ajudar a dar vazão ao trânsito.
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Trabalhadores da Carris sinalizam ainda uma paralisação total a partir da manhã de quarta-feira, que não foi confirmada.
Motorista da Carris e membro do Conselho Municipal de Trânsito, Luis Afonso Martins elencou três pautas do movimento: reivindicação de aumento salarial superior ao fechado entre o sindicato dos rodoviários e o sindicato patronal, protesto contra a proposta de aumento do valor da passagem para R$ 3,30 e exigência na melhoria das condições de trabalho da categoria. Ele frisa que a manifestação é conduzida por trabalhadores e que a iniciativa não é de nenhum sindicato.
Nesta tarde, a empresa Carris divulgou nota afirmando que a operação tartaruga é uma manifestação de um grupo de rodoviários descontentes.
Confira o que diz o texto:
A Operação Tartaruga, ação deflagrada na manhã desta terça-feira em Porto Alegre que deixou lenta parte do trânsito da Capital, não tem ligação institucional com a Cia Carris Porto-Alegrense.
Trata-se de uma manifestação de um grupo de rodoviários descontente, entre outras coisas, com o reajuste aprovado em assembleia da categoria realizada no dia 22 de janeiro. Alguns destes manifestantes são funcionários do quadro da empresa, mas não há qualquer relação entre o grupo organizado e a Carris.
A Companhia está adotando todas as medidas possíveis para minimizar os efeitos negativos do protesto na rotina dos usuários do transporte coletivo de Porto Alegre. O monitoramento nos percursos dos principais eixos - regiões das avenidas Bento Gonçalves, João Pessoa e Protásio Alves - foi reforçado, para buscar identificar e corrigir irregularidades por parte dos colaboradores com o objetivo de equilibrar o atendimento da demanda das linhas. A ação de reforço na fiscalização visa regular o intervalo entre os ônibus em virtude de prováveis congestionamentos.
A empresa realizará processo administrativo para apuração das responsabilidades por autuações que possam vir a ser sofridas pela Carris. Em relação aos colaboradores manifestantes, a Carris informa que vai investigar cada caso, avaliar e adotar as medidas cabíveis.

Foto: Ronaldo Bernardi













