Se o trânsito em Porto Alegre já teve alguns momentos de marcha lenta durante as férias, a volta às aulas promete testar ainda mais a paciência dos motoristas, que terão de conviver com a tranqueira até o fim do ano letivo.
Veja os mapas dos principais desvios de trânsito na Capital
Como conforto, resta a esperança de que as melhorias desafoguem o trânsito nas vias nevrálgicas da Capital, por onde pedestres e veículos darão lugar a operários e máquinas nos próximos meses.
— São muitas obras ao mesmo tempo, não tem como evitar o transtorno. É como fazer uma reforma em casa: durante a obra é um incômodo, mas depois se comemora o resultado — compara o engenheiro da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) José Carlos Kein, encarregado das obras viárias para a Copa de 2014.
O diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, prevê mais lentidão nas vias radiais, onde está sendo feita a substituição do pavimento para a implantação do transporte rápido (BRT). Com os corredores de ônibus interrompidos, os coletivos dividem a pista com os demais veículos nas avenidas Bento Gonçalves, Protásio Alves, Osvaldo Aranha e João Pessoa.
Há ainda cinco pontos de bloqueio total para construção de viadutos e passagens de nível, e mais dois, nas avenidas Cristóvão Colombo e Júlio de Castilhos, devem se iniciar até o fim do mês. A interrupção da Bento Gonçalves com a Aparício Borges é uma das mais problemáticas, já que a configuração viária do entorno demanda um desvio mais longo.
Rotas alternativas já estão consolidadas
Cappellari aposta que o período de adaptação, com o início das mudanças na época de menor movimento, evitará que condutores desorientados prejudiquem a fluidez.
— As rotas alternativas já estão consolidadas, assim o motorista mantém uma velocidade constante, sem a preocupação de não conhecer o caminho — avalia.
Além das interrupções totais, que terão duração prolongada, dezenas de bloqueios parciais também afetam o trânsito neste início de ano. Alguns terminam em março, outros se estendem até abril ou maio.
Para tentar amenizar o transtorno, agentes de fiscalização da EPTC monitoram os desvios e orientam os motoristas diariamente. Mas Cappellari admite que será difícil evitar o impacto do retorno à rotina pós-férias escolares na Capital.
A dica é programar um intervalo maior para o deslocamento, contando com a possibilidade de ter problemas no caminho. Uma dose extra de paciência também será útil e necessária.







