O dilema do prefeito José Fortunati: de um lado, garantir um reajuste na tarifa da passagem de ônibus que não arrebente o orçamento da população. Do outro, dar ao sistema condições de viabilidade econômica.
Fortunati garante que a decisão será técnica e que todos os números estarão abertos. Mas já tem uma certeza: os R$ 3,30 pedidos pelas empresas estão "fora de cogitação".
Na semana passada, o Sindicato das Empresas de Ônibus (Seopa) protocolou na Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) um pedido de reajuste das tarifas da Capital. O aumento reivindicado é de 15,8%, o que representaria um acréscimo de R$ 0,45 no valor das passagens, totalizando R$ 3,30. O principal argumento do sindicato é a queda no índice de passageiros pagantes por quilômetro rodado (IPK).
De acordo com o Seopa, desde julho de 2011, quando foi implantada a segunda passagem gratuita, o número de isentos chegou a 33% do total de usuários. Neste percentual, também estão incluídos idosos acima de 60 anos, pessoas com deficiência e seus acompanhantes, estudantes e professores, que pagam meia tarifa.












