Polêmica sobre rodas07/01/2013 | 17h52

Sintáxi: ação do Ministério Público do Trabalho causou "pânico" na categoria

MPT pede a nulidade das atuais permissões para a realização do serviço de táxi em Porto Alegre

Enviar para um amigo
Sintáxi: ação do Ministério Público do Trabalho causou "pânico" na categoria  Jean Schwarz/Agencia RBS
MPT pede a nulidade das atuais permissões para a realização do serviço de táxi em Porto Alegre Foto: Jean Schwarz / Agencia RBS
A categoria dos taxistas considerou uma "surpresa desagradável" a ação civil ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) nesta segunda-feira que pede a nulidade das atuais permissões para a realização do serviço de táxi em Porto Alegre.

O Sindicato dos Taxistas da Capital (Sintáxi) teme que, caso seja contemplada pela Justiça, a ação prejudique os anteprojetos da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) para licitação de 85 permissões de táxis e a proposta de um modelo de transição para os permissionários.

— Agora que estamos com estes anteprojetos, tudo pode voltar à estaca zero. Essa ação causou pânico e angústia na nossa categoria — afirmou o presidente do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi), Luiz Nozari.

Na ação, o MPT requer, ainda, a imediata proibição de transferências de permissões, a vedação de utilização de procurações e a realização de licitação para a prestação do serviço.

De acordo com o Sintáxi, a demora para conseguir uma definição sobre as permissões tem feito diminuir os investimentos em novos carros para a frota, o que pode, a médio prazo, desqualificar o serviço prestado. Para a entidade, faltou ao MPT o entendimento de que ações estão sendo tomadas em outras esferas para que a situação se regularize.

— Não tenho segurança para executar o meu trabalho e o Ministério Público do Trabalho nunca tomou uma ação efetiva sobre isso. Agora eles decidem intervir neste assunto, que estamos tendo bons resultados em outro foro — reclama Nozari.

Confira a nota oficial da EPTC sobre a ação do Ministério Público:

Sobre a iniciativa do Ministério Público do Trabalho (MPT), em ajuizar ação cível pública, pedindo a nulidade imediata de todas as permissões de táxis da Capital, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), em nome do seu diretor-presidente, Vanderlei Cappellari, informa que lhe causa surpresa a ação, pois desde junho de 2011, trabalha conjuntamente com o Ministério Público de Contas, Ministério Público do Estado, Câmara de Vereadores, além de sindicatos de taxistas e lideranças da categoria.

Durante esse período, sempre que solicitado, a EPTC encaminhou documentos ao MPT, informando o andamento dos trabalhos. A EPTC ressalta que após esse período de análises, estudos e negociações, fechou-se acordo e o mesmo foi encaminhado ao prefeito Fortunati. O resultado foi um amplo estudo sobre a legislação que ordena o serviço, incluindo a Lei 3790/1973, as novas diretrizes foram divididas por temas.

O primeiro traz, além da revisão das normas, a regulação sobre a regra de transição do táxi. O documento prevê a permanência até a morte do permissionário e 35 anos de uso para o herdeiro legal ou viúvo(a), prazo que possibilita a aposentadoria do profissional. Também determina que o veículo trafegue no mínimo por 12 horas por dia e que esteja em serviço nos horários de pico. Na nova legislação não será permitida a permissão de exploração do serviço por empresas. Somente pessoas físicas poderão entrar no processo licitatório. Pessoas jurídicas que hoje têm permissões continuarão com elas, seguindo o regramento que será estipulado na nova Lei.

O segundo documento trata do monitoramento da frota pela EPTC, que permitirá acompanhamento em tempo real da localização do veículo, se ele está parado ou em movimento e se está ocupado por passageiro. O dispositivo também servirá para segurança dos profissionais, pois haverá botão de pânico, e para o dimensionamento da frota, adequando às necessidades dos usuários.

Já o terceiro projeto de lei trata da Licitação para novos prefixos de táxis, inclusive os 85 que atualmente estão com a EPTC por cassação ou devolução da permissão. O documento determina também que todas as novas permissões tenham veículos adaptados para deficientes físicos.

Por fim, a EPTC informa que aguardará a notificação do Poder Judiciário para se manifestar sobre o caso.


SAIBA MAIS:
Placas de táxi podem custar até R$ 430 mil em Porto Alegre
Audiência para discutir permissões de táxi em Porto Alegre é adiada
Com alteração em projeto, permissão dos táxis aumenta para 35 anos

Notícias Relacionadas

Transporte na Capital 07/01/2013 | 14h40

Ação do MP do Trabalho é muito estranha, afirma diretor da EPTC

Cappellari garante que serviço será mantido, embora pedido do MP preocupe a prefeitura

Transporte 07/01/2013 | 11h56

MP do Trabalho pede que todas as permissões de táxi em Porto Alegre sejam anuladas

Na ação ajuizada na Justiça do Trabalho, MP ressalta que há poucos taxistas na Capital

Siga @transitozh no Twitter

  • transitozh

    transitozh

    Trânsito Zero HoraAcidente grave na RS-122, entre Flores da Cunha e Antônio Prado. Rodovia bloqueada. Há mortos. Pelo menos 3 caminhões envolvidos.há 1 horaRetweet
  • transitozh

    transitozh

    Trânsito Zero HoraAcidente no Km 93 da Free Way, próximo à Arena do Grêmio, deixa uma faixa bloqueada. Sentido POA-LIT. (Via @triunfoconcepa).há 1 horaRetweet
clicRBS
Nova busca - outros