Um estudo encomendado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RS) aponta que os resultados das operações Balada Segura são bem avaliados em Porto Alegre. Conforme a pesquisa, 96% dos entrevistados consideram importantes (39,3%) ou muito importantes (57,1%) as ações de repressão a motoristas que dirigem sob efeito de álcool.
Entre os mil motoristas ouvidos pela Ideia Inteligência em Pesquisa, entre setembro e outubro deste ano, 16% afirmam já ter parado em blitze, e 41,4% conhecem alguém que já foi abordado.
As mulheres estão entre as maiores entusiastas da operação (64,2% as considera muito importante). Apesar da avaliação amplamente favorável da Balada Segura, a troca de hábitos não alcança o mesmo resultado. Mesmo assim, 71,2% declararam não ter dirigido após beber no último mês (18,6% conduziram o veículo sob o efeito de álcool uma ou duas vezes, e 4,3%, de três a cinco vezes no período).
Um terço dos entrevistados afirma ter mudado o comportamento após o início da Balada Segura, e metade diz ter observado alguma mudança nos hábitos de seus familiares e amigos: 10% dizem que mudou muito e 42%, que mudou um pouco. Apesar da resistência à mudança de cultura, 39,4% afirmam já ter pedido ou impedido que alguém dirigisse depois de beber e 78% diz não aceitar carona com um motorista que bebeu.
As pessoas que mudaram o comportamento após a Balada Segura não bebem quando saem ou, quando optam por consumir bebidas, saem com alguém que evita o álcool ou usam transporte público (18,2% aumentaram o uso de outros meios de transporte, e, destes, 74,2% optam pelo táxi). Somente 6,8% dos motoristas entrevistas reduziram as saídas com receio das blitze, e 93,8% não mudaram as escolhas de bares e restaurantes.
Do início da Balada Segura na Capital, em setembro de 2011, até o último 30 de novembro, a operação já abordou 23.229 veículos, dos quais 5.674 (24,43%) foram autuados. No período, foram realizados mais de 21 mil teste de bafômetro e 3.092 CNHs acabaram recolhidas.
O perfil da amostra:
- Entre as mil pessoas entrevistadas, dois terços consomem bebidas alcoólicas. A mais usual é a cerveja (81,1%), com uma média de sete latas/semana. O uso de álcool cresce em proporção direta à juventude, à escolaridade e à renda. A maioria (71,4%) costuma beber em casa, 45,8% em bares e restaurantes e 36,2% na casa de amigos. Confira a apresentação da pesquisa no banner da Balada Segura em www.detran.rs.gov.br.












