O fim do feriado promete deixar impacientes os motoristas que retornarão das praias gaúchas e catarinenses. Além dos congestionamentos rotineiros no primeiro feriadão do ano, o clima deve ser um complicador — os dois Estados podem ter chuva na terça e na quarta-feira.
Somente pela freeway, 70 mil veículos devem passar na terça-feira, e mais 50 mil na quarta, conforme expectativas da Concepa, concessionária que administra a rodovia. Para o inspetor Alessandro Castro, chefe de comunicação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Rio Grande do Sul, a manhã do dia 1º já deve ser movimentada:
— Quem estiver em Santa Catarina, o ideal é sair de madrugada. O Ano-Novo concentra muita gente no Litoral. No Natal, o movimento se dispersa por outras regiões.
As estradas devem ficar mais abarrotadas porque boa parte dos veranistas que se dirigiram ao Litoral antes do Natal e não voltaram devem fazer isso agora. Mesmo com o maior movimento, historicamente, o Réveillon é menos violento nas rodovias do que o Natal, que, em 2012, deixou 38 mortos em cinco dias e foi o mais cruel dos últimos 10 anos. Castro atribui essa diferença à ânsia dos condutores durante a viagem no primeiro feriado.
Coordenador operacional da Operação Golfinho no Litoral Norte, o major André Feliú acredita que o retorno a Porto Alegre e Região Metropolitana seja mais conturbado do que no retorno do Natal:
— A gente sabe que, na terça pela manhã, as pessoas ainda estão se recuperando da noite anterior, mas, se puderem, devem sair de casa cedo. A partir das 14h de terça e entre as 7h e as 14h de quarta, o deslocamento será em massa.
Para reduzir riscos, a engenheira civil Christine Nodari, professora e pesquisadora do Laboratório de Sistemas de Transporte da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) enumera algumas dicas que podem fazer a diferença:
— Um segundo é suficiente para bater em outro carro, sair da via ou atropelar um animal. Então, não dá para se distrair com crianças. Outra coisa que não pode é relaxar porque a velocidade está baixa. O trocar de faixa aumenta o risco e não significa economia de tempo. O segredo é pensar coletivamente, voltar com o atraso compartilhado e cuidar as questões internas, como não usar o celular ou ficar mexendo no rádio.
Pontos complicados
O grande movimento nas estradas, que deve ocorrer entre a tarde e a noite de terça, e entre a manhã e o início da tarde de quarta, terá alguns pontos mais complicados. São eles:
BR-101 (trecho Sul, em Santa Catarina) - Na região de Laguna e Araranguá.
Rodovia Osório-Torres (BR-101) - A entrada do túnel, em Terra de Areia.
Freeway (BR-290) - Na proximidade dos pedágios de Santo Antônio da Patrulha (km 19) e Gravataí (km 77), além do entroncamento com a BR-101 e a ERS-030.
Rodovia Gravataí-Tramandaí (ERS-030) - Na confluência com a ERS-786, a antiga Interpraias, por causa do fluxo que vem de Nova Tramandaí e das praias vizinhas, e no encontro com a ERS-389.
Estrada do Mar (ERS-389) - No encontro com a ERS-030 e no cruzamento com a ERS-407, pois grande parte dos motoristas que vêm de Torres e arredores preferem atravessar a Estrada do Mar, retornando pela BR-101.
Rodovia Viamão-Balneário Pinhal (ERS-040) - Em Capivari do Sul, junto ao posto do Comando Rodoviário da BM, no km 65. Entre os kms 26 e 29, no perímetro urbano de Águas Claras, em Viamão.
Rota do Sol (ERS-486) - Em Itati, onde um controlador de velocidade faz com que motoristas reduzam a velocidade, além dos túneis.
Rodovia BR-101 - Capão da Canoa (ERS-407) - Na ligação com a Estrada do Mar, devido à saída das praias de Xangri-lá e Capão da Canoa.













