O ministro dos Transportes, Paulo Passos, afirmou ontem que o governo garantirá a manutenção dos trechos das rodovias federais que serão devolvidas à União com o fim da concessão dos pedágios em 2013.
— Vamos amadurecer uma solução em sintonia com o governo do Estado para encaminharmos uma solução que atenda acima de tudo o interesse dos usuários — disse o ministro na manhã desta terça-feira, em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha.
Segundo Porto, o governo ainda decidiu se fará novas licitações para exploração dos trechos por concessionárias privadas, mas garantiu que, se elas ocorreram, serão condicionadas a valores "não abusivos" no preço do pedágio e a investimentos pesados nas rodovias.
Passos também confirmou para janeiro o lançamento do edital de duplicação da BR-290 entre Eldorado do Sul e Pantano Grande em regime diferenciado de contratação (modalidade de licitação voltada para obras da Copa do Mundo, mas que foi ampliada para projetos do PAC), o que permitiria colocar as máquinas na pista e iniciar as obras até maio. O ministro também garantiu que a licitação para a construção da segunda ponte do Guaíba será feita num prazo inferior a 18 meses.
— Sabemos o tempo esse projeto significa para o Rio Grande do Sul — afirmou.
O ministro não comentou a viabilidade técnica da ampliação das faixas da BR-116, uma proposta para diminuir os engarrafamentos no principal acesso a Porto Alegre. Mas destacou as obras do governo federal na rodovia, como a intersecção com a BR-386, o alargamento da ponte do Rio Gravataí, o viaduto no acesso à Unisinos e a duplicação do trecho sul, em direção a Pelotas.
— Essa rodovia causa grande apreensão ao governo federal e estamos discutindo a viabilidade de novos investimentos — disse.
Uma das soluções para desafogar o trânsito na BR-116, a Rodovia do Parque (BR-448) também está no foco de atenções do Ministério dos Transportes. Passos garantiu que a obra "está andando muito bem", mas reconheceu os problemas no acesso à rodovia, que fica no entorno da Arena do Grêmio
— Precisamos fazer ajustes no projeto para compatibilizá-los com as obras viárias em torno da Arena — admitiu.












