Opinião23/02/2014 | 14h12

Carlos Wagner: trabalho infantil é um crime secular no Brasil

Jornalista de Zero Hora analisa o histórico da exploração da mão de obra infantil no país

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Nos quatros cantos do Brasil, o uso da mão obra de infantil no meio rural é uma prática que vem de longos tempos. No Rio Grande do Sul, nasceu e consolidou-se entre os pequenos proprietários.

Nos últimos anos, a mecanização das propriedades rurais, somada à vigilância das autoridades, tem diminuído muito esse tipo de prática. Mas ela ainda continua, especialmente entre os trabalhadores safristas - principalmente aqueles que levam a família inteira para o trabalho.

O quadro brasileiro do trabalho infantil no meio rural é sério. No norte, as crianças são usadas nas carvoarias - fornos que queimam toras de árvores que viram carvão usados nas metalúrgicas do Eixo Rio/São Paulo. No nordeste, elas ajudam a família na lavoura de mandioca e plantações de frutas. No Oeste, as crianças ajudam os pais safristas nas grandes lavouras de soja e algodão.

E no Sul, as ocorrências de trabalho infantil acontecem com maior frequência em locais afastados, em regiões de florestamento. Agora se sabe que também na colheita da cebola isso acontece.

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