Desacerto no campo13/02/2014 | 10h59

Após confronto com a polícia, MST apresenta carta com reivindicações a Dilma

Movimento critica política de assentamento de famílias e programas de benefício aos camponeses

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Após confronto com a polícia, MST apresenta carta com reivindicações a Dilma Roberto Stuckert Filho/Presidência da República
Lideranças do MST reuniram-se com cúpula do governo federal no Palácio do Planalto Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência da República

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) se reuniram na manhã desta quinta-feira no Palácio do Planalto com a presidente Dilma Rousseff. Antes da reunião, líderes do movimento elaboraram uma carta com 11 itens que deveria ser entregue aos integrantes do governo.

>> Marcha do MST em Brasília termina com pelo menos 10 feridos

Também participaram do encontro no Palácio o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho e o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Pepe Vargas. No início do encontro, foi entregue à presidente uma cesta com produtos produzidos pelo movimento. No documento elaborado pelos líderes do MST, eles defendem "a necessidade urgente de fazer mudanças nas políticas agrárias" do governo.

"O governo foi incapaz de resolver esse grave problema social e político. A média de famílias assentadas por desapropriações foi de apenas 13 mil por ano, a menor média após os governos da ditadura militar. É necessário assentar, imediatamente, todas as famílias acampadas", diz trecho do primeiro item da carta.

Os líderes do movimento também criticam a burocracia que enfrentam ao ingressarem em programas como o Programa Aquisição de Alimentos (PAA) e no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PENAE). "Esses programas só atingiram 5% das famílias camponesas. É necessário que o governo aumente os recursos para esses programas, desburocratize e amplie para o maior número possível de municípios do Brasil", diz a carta.

Há também queixas em relação ao plano nacional de agroecologia lançado pela presidente Dilma em outubro do ano passado. "Esse plano continua na gaveta, sem recursos e sem programas efetivos. E, do outro lado, o Ministério da Agricultura afronta a Anvisa, ao liberar o uso de venenos agrícolas ainda mais perigosos para o meio ambiente e sobretudo para a saúde das pessoas", afirma.

Em outro trecho do documento integrantes do MST reivindicam "mudanças profundas na forma do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) funcionar". "É necessário e urgente contratar servidores, qualificá-los para a função especifica da Reforma Agrária e locar recursos suficientes para uma Reforma Agrária massiva".

Desde a última segunda-feira, cerca de 16 mil integrantes do movimento se reúnem no VI Congresso Nacional do MST, realizado em Brasília. Na quarta-feira, a manifestação do movimento terminou em confronto com a Polícia Militar (PM) em frente ao Palácio do Planalto. Ao todo, 30 policiais e 2 sem-terra ficaram feridos. De acordo com a PM, oito policiais sofreram ferimentos graves e um militante do movimento foi detido.

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