Após o incêndio, o que Romagna mais sentiu falta foi de sua liberdade. Isso porque ficou 17 dias internado no Hospital da Unimed, em Caxias do Sul, e também pelo período em que seguiu de recuperação em casa.
— Ter sobrevivido é uma segunda chance que Deus me concedeu. Se tem um herói nessa minha história é ele. Passar por uma experiência dessas nos faz refletir sobre inúmeras coisas. Pretendo agora aproveitar essa nova chance ao máximo, ao lado das pessoas que convivem comigo e que tanto amo. Valorizando cada momento, cada nova experiência — comentou o bancário ao Pioneiro.
Romagna conta que acompanhou o andamento das investigações apenas pela televisão. Mas exige justiça por seu amigo, Ricardo Custódio, 27, também de Farroupilha, que morreu na Kiss, e por todas as pessoas que sofreram e perderam familiares no incêndio.
— Prestei depoimento e agora só tenho acompanhado sobre os envolvidos pelos noticiários da TV — explica.
Confira aqui o relatório do inquérito disponibilizado pela Polícia Civil
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Clique na imagem e confira o perfil das 241 vítimas:
Como aconteceu
O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.
Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 240 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.
A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.
Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:
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