Versão mobile

Santa Maria22/03/2013 | 18h37Atualizada em 25/03/2013 | 09h49

Thiago Romagna, sobrevivente da tragédia na boate Kiss, retoma rotina em Farroupilha

Bancário de 27 anos já voltou para as aulas de pós-graduação

Enviar para um amigo
Thiago Romagna, sobrevivente da tragédia na boate Kiss, retoma rotina em Farroupilha Porthus Junior, Agência RBS/
Thiago está ansioso para retornar ao trabalho no próximo mês Foto: Porthus Junior, Agência RBS
O bancário Thiago Romagna, 27 anos, que reside em Farroupilha, é um dos sobreviventes da tragédia. Ele está voltando a sua vida normal e ansioso para retornar ao trabalho no próximo mês. Já retomou as aulas de pós-graduação em Gestão Financeira, na Universidade de Caxias do Sul, em Bento Gonçalves.

Após o incêndio, o que Romagna mais sentiu falta foi de sua liberdade. Isso porque ficou 17 dias internado no Hospital da Unimed, em Caxias do Sul, e também pelo período em que seguiu de recuperação em casa. 

— Ter sobrevivido é uma segunda chance que Deus me concedeu. Se tem um herói nessa minha história é ele. Passar por uma experiência dessas nos faz refletir sobre inúmeras coisas. Pretendo agora aproveitar essa nova chance ao máximo, ao lado das pessoas que convivem comigo e que tanto amo. Valorizando cada momento, cada nova experiência — comentou o bancário ao Pioneiro.

Romagna conta que acompanhou o andamento das investigações apenas pela televisão. Mas exige justiça por seu amigo, Ricardo Custódio, 27, também de Farroupilha, que morreu na Kiss, e por todas as pessoas que sofreram e perderam familiares no incêndio. 

— Prestei depoimento e agora só tenho acompanhado sobre os envolvidos pelos noticiários da TV — explica.

Confira aqui o relatório do inquérito disponibilizado pela Polícia Civil

VÍDEO: polícia apresenta imagens que embasaram indiciamento criminal

VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria



Clique na imagem e confira o perfil das 241 vítimas:

 


Como aconteceu

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 240 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.

Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:


Veja também

Em site especial, confira todas as notícias sobre a tragédia

Notícias Relacionadas

Tragédia em Santa Maria 22/03/2013 | 06h02

Estado espera pelo relatório da Polícia na tarde desta sexta-feira

Resumo do inquérito de mais de 10 mil páginas será apresentado na Universidade Federal de Santa Maria

Tragédia em Santa Maria 22/03/2013 | 05h31

Com 10 mil páginas acumuladas, policiais anunciam hoje os responsáveis pelo incêndio na Kiss

Devem ser indiciadas pelo menos 15 pessoas, sendo que metade delas por homicídio doloso

Siga perfis de ZH no Twitter

clicRBS
Nova busca - outros