Fiscais e secretários municipais de Santa Maria, onde 240 pessoas morreram no incêndio da boate Kiss, sugerem, em depoimentos à Polícia Civil, a existência de uma rede de fiscalização frágil. Os testemunhos revelam que secretarias não se comunicam, apesar de tratarem do mesmo assunto – no caso, fiscalização de casas noturnas – e servidores reclamam da falta de treinamento e conhecimento técnico para o trabalho. Inexiste, ainda, diálogo entre município e Estado no tocante às vistorias.
Os relatos apontam que existem 14 fiscais em Santa Maria para vistoriar, anualmente, 16 mil estabelecimentos. Caso fossem olhar todos esses locais, cada fiscal teria de checar quatro bares ou boates por dia útil. Eles admitem que nem todo estabelecimento é fiscalizado.
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Confira depoimentos de três fiscais e um
secretário da prefeitura de Santa Maria
Um fiscal que esteve na Kiss em abril de 2012, depois de receber denúncia de falta de alvará de localização, afirmou não saber como é feita a fiscalização da vigilância sanitária, por exemplo.
Os relatos mostram que os servidores fiscalizam apenas papéis. Um setor olha documentos produzidos por outro. Ao lado, veja o que os fiscais disseram aos responsáveis pela investigação policial.












