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Educação08/03/2013 | 19h47

Professores estaduais decidem parar por três dias em abril

Parada será entre os dias 23 e 25

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Professores estaduais decidem parar por três dias em abril Andréa Graiz/Agencia RBS
Grupo também realizou uma caminhada reinvindicando os direitos femininos Foto: Andréa Graiz / Agencia RBS

Os professores da rede pública estadual decidiram, em assembleia realizada ontem no Auditório Araújo Vianna, na Capital, que irão aderir à paralisação nacional organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, programada para abril. O movimento está marcado para os dias 23 a 25 e reivindicará, como prioridade, o cumprimento da Lei do Piso.

— A categoria demonstrou total sintonia com a direção, aprovando todas as propostas. Agora entraremos em um processo de luta que terá atividades estaduais, regionais e nacionais — disse a presidente do Cpers/Sindicato, Rejane de Oliveira.

Após a assembleia, o grupo fez uma caminhada do Araújo Vianna até a frente do Palácio Piratini, na Praça da Matriz, para marcar o Dia da Mulher. Entre as reivindicações levadas até a sede do governo estadual estavam o abono de faltas para os dias de exames preventivos ao câncer de mama e o aumento da licença-maternidade de quatro para seis meses. Os dirigentes entregaram um documento a representantes da Casa Civil e da Secretaria de Educação. 

—  Para nós esta luta também é muito importante, já que somos uma categoria de 90% de mulheres — observou Rejane.

No dia 24 de abril, representantes dos professores irão a Brasília para participar de um ato nacional pelos direitos da categoria. Segundo Rejane, eles pediram uma audiência _ para o mesmo dia _ com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, para que o governo seja pressionado a cumprir a lei do piso salarial. 

— Essa paralisação de abril foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, o que comprova que no Brasil inteiro se tem uma dificuldade para pagar o piso e não é uma realidade apenas do Rio Grande do Sul — disse a secretária-adjunta de Educação, Maria Eulalia Nascimento.

Segundo ela, o governo Tarso reafirmou o compromisso com a recuperação salarial dos professores, garantindo 76,68% de reajuste para todos até o final de 2014:

— Além disso, há a parcela completiva, que faz com que nenhum professor receba menos que o valor do piso no Estado.

 

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