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Mais um capítulo05/03/2013 | 14h43

Produtor culpa banda por não ter ocorrido show da Nazareth em Pelotas

Polícia investiga caso como estelionato até que os 500 fãs sejam ressarcidos

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O show que virou caso de polícia em Pelotas, no Sul, ganha mais um capítulo. Depois de fãs registrarem ocorrência pelo cancelamento sem aviso prévio da apresentação da banda escocesa Nazareth, o produtor do show Antonio Cezar Kuengeski Barbosa se dirigiu à polícia na sexta-feira e deu uma nova versão ao caso.

De acordo com o empresário, pouco antes do show iniciar, houve rompimento de contrato por parte da banda, que fez exigências que ele não tinha como cumprir:

— Tivemos um impasse comercial. A banda ou quem a representava me fizeram um pedido e aos outros envolvidos que era insolúvel. Eu fiquei com a certeza de a banda não iria tocar sob hipótese alguma, aí tivemos que partir para o cancelamento do show — afirma Barbosa.

O produtor da Linx Empreendimentos, de Itajaí (SC), afirma que, se a banda tivesse ido ao Theatro Guarany, teria acontecido o show, que a estrutura, incluindo camarim, estava pronta para receber os músicos. Ele garante ainda que não fugiu: 

— Naquele momento, eu não tinha mais estrutura psicológica e física para aguentar aquele enfrentamento. No momento foi uma fraquejada, uma estupidez que eu só fui me dá conta muitos quilômetros depois.

Representante da banda Nazareth no Brasil, Andréia Cosme nega qualquer mudança no contrato. Ela manteve a mesma posição dada no dia em que o show ocorreria - em 26 de janeiro —  de que Barbosa não apareceu no horário combinado para fazer o acerto que estava contratado:

— Ele também não pagou a van, que faria o transporte da banda até o show, e nem as taxas do teatro, que por isso não poderia abrir as portas. Ele impossibilitou que a apresentação ocorresse.

Polícia investiga caso como estelionato

O titular da 1ª Delegacia da Polícia Civil de Pelotas, Sandro Bandeira, ainda investiga o caso como estelionato. No entanto, esclarece que, se o produtor devolver o dinheiro dos 500 fãs que haviam comprado o ingresso, total superior a R$ 23 mil, não haverá crime.

— Se ele ressarcir todos os consumidores será apenas uma questão contratual, que tem que ser resolvida entre o produtor e a banda ou, em último caso, na justiça — afirma Bandeira.

Antonio Cezar Kuengeski Barbosa afirma que o dinheiro que ele havia pego nas bilheterias já havia sido todo aplicado para quitar compromisso do show, como hotel e parte das taxas do teatro, mas está providenciando o dinheiro e vai devolver integralmente os fãs.

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