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Troca de alvo20/03/2013 | 21h30

Prefeitura da Capital iniciará cerco às boates clandestinas

Mais de 15 denúncias sobre o funcionamento de casas noturnas ileagais foram feitas à Smic

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Menos de um mês após iniciar uma força-tarefa contra boates sem plano anti-incêndio em Porto Alegre, a prefeitura decidiu modificar o cronograma de visitas aos estabelecimentos.

Isso porque, ao longo dos últimos 30 dias, a Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic) recebeu mais de 15 denúncias de boates que funcionam na clandestinidade.

Desde 22 de fevereiro, a Smic, os bombeiros e outros órgãos visitaram 90 das 102 casas noturnas registradas. Destas, mais de 40 foram interditadas por não apresentarem o alvará de incêndio. A inspeção aos 12 estabelecimentos restantes, entretanto, deverá ocorrer somente dentro de algumas semanas.

É que a partir de hoje o foco da força-tarefa será a vistoria aos estabelecimentos clandestinos – ou seja, inexistentes para a prefeitura –, que, segundo as denúncias, poderiam oferecer riscos à população. As visitas aos locais serão realizadas duas vezes por semana, e em média três estabelecimentos serão inspecionados por dia.

– Decidimos dar uma investida nas boates clandestinas porque recebemos pedidos insistentes para ver esses locais. Se não for bem assim, ou seja, se eles estiverem funcionando somente como bar ou se estiverem com o alvará de incêndio em dia, retomaremos imediatamente a vistoria às outras 12 casas noturnas que faltam – explicou o titular da Smic, Humberto Goulart.

A prefeitura pretende, ao término da ação, elaborar um novo projeto de lei para melhorar a prevenção contra incêndios nas casas noturnas e otimizar a fiscalização dos estabelecimentos:

– Levando em consideração o conhecimento prático que adquirimos com essas vistorias, faremos um relatório com a prefeitura e demais entidades para elaborar um novo estatuto, uma nova lei – comentou Goulart.

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