O delegado regional da Polícia Civil, Marcelo Arigony, disse que o vídeo encaminhado pela prefeitura foi examinado por dois policiais e não indica qualquer movimentação anormal no prédio da prefeitura que estava sob monitoramento. Os policiais querem agora imagens que abrangem o período de 27 de janeiro a 5 de fevereiro.
A intenção é descobrir se alguma pessoa retirou indevidamente documentos referentes à danceteria — testemunhas ouvidas informalmente por delegados da Polícia Civil afirmam que isso aconteceu, e o sumiço da papelada teria por objetivo ocultar a falta de fiscalização da casa noturna por parte de servidores municipais.
Uma das hipóteses levantadas pelo inquérito policial é que, por não ter sido fiscalizada a contento, a danceteria tinha graves problemas de segurança, que ajudaram a causar e ampliar a tragédia.
Imagens do sistema de videomonitoramento da prefeitura foram entregues dia 15 pelo secretário municipal de Comunicação, Giovani Mânica, mas apenas na terça-feira essa entrega foi formalizada (a prefeitura entregou um ofício à polícia ).
O delegado da Polícia Civil Marcos Vianna solicitou oficialmente o conteúdo das câmeras no período mais amplo, e a Guarda Municipal respondeu o ofício, garantindo que as imagens serão entregues. Agora, a promessa é que serão repassados vídeos do período de 27 de janeiro a 5 de fevereiro e não apenas do dia 27.
A prefeitura de Santa Maria ressalta que as imagens objeto da investigação são do Centro Administrativo (localizado na Rua Venâncio Aires, 2.277), onde funcionam secretarias, entre outros órgãos municipais, e não do gabinete do prefeito Cezar Schirmer, situado em frente à Praça Saldanha Marinho e próximo ao Centro Administrativo.
O gabinete do prefeito não mantém documentos ou arquivos de computadores relacionados à tragédia da Kiss, acrescentou a prefeitura, em nota oficial.
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VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria

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Como aconteceu
O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.
Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 241 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.
A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.
Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:












