O trabalho de cadastro dos agricultores que moram em terras de Mato Castelhano, está sendo realizado com proteção da Polícia Federal. Agricultores que terão as terras demarcadas como indígenas contestam os estudos que podem demarcar mais de 3,5 mil hectares na cidade como terra indígena.
A demarcação da área ainda está em estudo, e a última fase antes da publicação do laudo antropológico no Diário Oficial da União é o cadastro de todas as pessoas que moram nas áreas consideradas indígenas. O trabalho das equipes da Funai deveria ter iniciado na sexta-feira passada, mas agricultores realizaram protestos bloqueando a rodovia Passo Fundo _ Mato Castelhano (BR-285).
Equipes da Funai passaram então a realizar as visitas às propriedades rurais acompanhados de policiais federais. Conforme a Funai de Passo Fundo, não há registro de conflito ou resistência por parte dos produtores rurais.
Assim que for publicado o laudo antropológico no Diário Oficial da União, os proprietários terão 90 dias para apresentar defesa contestando o resultado do estudo. A demarcação reivindicada pela Funai para os indígenas abrange 3,5 mil hectares da Floresta Nacional de Mato Castelhano, área de preservação permanente, e da comunidade rural de Tijuco Preto.








