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Opinião14/03/2013 | 06h07

Paulo Sant'Ana: "Argentino ou colorado"

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Na coluna de terça-feira, brinquei que só não queria que o novo papa fosse argentino ou colorado.

Pois não é que o papa saiu argentino...

* * *

Mas estou alegre, porque o Papa adotou o meu nome, Francisco. Admira-me que seja o primeiro papa que se chama Francisco, nome de um grandioso santo, São Francisco de Assis.

Com tantos papas italianos, nenhum adotou o nome do Pobrezinho de Assis, isso é espantoso.

Mas não foi só esse meu “azar” na semana, o papa ser argentino.

Meu pior azar na semana foi a derrota lamentável do Grêmio em Caracas.

Fiquei e estou arrasado com essa derrota.

É que, com a vinda de Barcos, supus que o Grêmio deveria ser campeão da Libertadores. Pois se viu em Caracas, terça-feira, que não temos time para sermos campeões.

Nossa defesa é furada, Cris é comprometedor e Pará é inconfiável.

Grêmio com time irrazoável e papa argentino é dose dupla nesta semana quase trágica.

* * *

Quem não gosta de futebol, ainda assim vai gostar desta notícia espetacular, histórica, nunca antes verificada no mundo, o maior erro de um juiz que se tem notícia.

O Caracas solicitou ao árbitro antes do jogo contra o Grêmio que ele procedesse a um minuto de silêncio em memória do ex-presidente Hugo Chávez.

Ora, Hugo Chávez está e estava sendo velado em Caracas, de onde com mão forte governou a Venezuela por vários anos.

Como pode o árbitro ter se negado, por recomendação da Conmebol, a proceder ao minuto de silêncio?

Pois se negou.

* * *

Um minuto de silêncio solicitado ao juiz, seja em memória de um engraxate ou até de Adolf Hitler, tem de ser imediatamente concedido.

Foi um ato arbitrário e violento.

Este juiz e a Conmebol restaram por isso malditos.

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