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Dia de luta08/03/2013 | 12h07

Mulheres ligadas ao MST invadem prédio do Incra em Porto Alegre

Movimento reivindica acesso à terra e demarcação de lotes para os assentados

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Mulheres ligadas ao MST invadem prédio do Incra em Porto Alegre Emílio Pedroso/Agencia RBS
Saguão da sede do Incra ficou lotada na manhã desta sexta-feira Foto: Emílio Pedroso / Agencia RBS

Centenas de mulheres invadiram a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na manhã desta sexta-feira, em Porto Alegre, para reivindicar demandas específicas do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST).

As manifestantes pedem acesso à terra, água potável nos assentamentos e demarcação de lotes. Funcionários que trabalham no prédio são impedidos de entrar e houve registro de empurra-empurra no local.

— Queremos que a reforma agrária saia do papel. Consideramos o 8 de março um dia de luta para as mulheres — afirma Arlete Bulcão Pinto, representante do MST.

Em outro ponto da Capital, na Avenida Tronco, há mais um protesto de mulheres por supostas violações de direitos humanos e sociais em decorrência das obras de duplicação da Copa do Mundo de 2014. O protesto é coordenado pela Via Campesina, Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) e Levante Popular da Juventude.

A data simbólica do Dia da Mulher motivou a manifestação, que chegou a bloquear a via em alguns momentos. Representantes das entidades reclamam da remoção de famílias para o andamento dos trabalhos visando o Mundial de futebol.

— Viemos nos somar a essas pessoas e denunciar o fato de muitas famílias serem despejadas de casa sem a prefeitura garantir moradia a muitas delas — explica a coordenadora do MTD, Chirlei Fischer.

Chirlei reforça que muitas mulheres, chefes de família, terão de procurar outro emprego e escolas para os filhos nos novos endereços. Segundo ela, boa parte dessas pessoas trabalha na região e será prejudicada.

— São mulheres que enfrentam problemas sozinhas e terão dificuldades para achar trabalho. Apesar de termos muito o que comemorar, ainda precisamos de muita luta para conquistar nossos direitos. O dia 8 de março é um dia de sairmos para a rua — lembra.

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