Na tarde desta segunda-feira, um menino de três anos e meio fugiu da escola onde havia sido deixado pela mãe e ficou desaparecido por quase meia hora.
O fato ocorreu na Escola Municipal de Ensino Infantil Golfinho do Mar, em Balneário Pinhal, no litoral norte do Estado. A escola possui cerca de 150 alunos entre 0 e 5 anos.
Um descuido da professora da escola, que saiu da sala de aula para dar um aviso à direção, fez com que 18 crianças ficassem por alguns minutos sem a supervisão de nenhum adulto.
Foi nesse momento que o filho da comerciante Elisa Moares, 25 anos, escapou do local e ficou perambulando pelas ruas da cidade. Após caminhar sozinho por cerca de oito quadras, o menino foi identificado por um mecânico, que o levou à loja do irmão da comerciante.
— Fui surpreendida ao passar pela loja do meu irmão e ver o meu filho lá. Eu havia deixado ele na escola e ninguém tinha me avisado nada até então — comentou Elisa.
Indignada, a comerciante se dirigiu à escola Golfinho do Mar para cobrar satisfações. No caminho, recebeu uma ligação da diretoria para informar sobre o sumiço do seu filho. Quando perguntou o que havia ocorrido, a direção da escola disse que ele havia fugido, mas que não tinha mais explicações para dar.
O menino frequentava a instituição de ensino desde que foi inaugurada, em maio do ano passado. Atualmente ele está passando por um período de adaptação, na qual a mãe deve acompanhá-lo dentro da sala de aula por algumas horas.
Nesta segunda-feira, a comerciante ficou com o filho até as 14h, quando saiu para ir trabalhar. Poucos minutos depois ocorreu o incidente.
Segundo Elisa, os portões da escola nunca são trancados. Ela afirma que já doou uma campainha para a instituição, mas mesmo assim o portão segue aberto durante o dia. Depois do incidente, Elisa se dirigiu à prefeitura do município e conversou com a secretária de Educação e Cultura de Balneário Pinhal, Ana Clara Torres Ogando.
A secretária afirmou para Zero Hora que a escola possui chave e fica trancada ao longo do dia. Entretanto, o que pode ter ocorrido na tarde desta segunda-feira, destaca, é que o portão foi aberto para alguém e não foi chaveado depois. Ana Clara disse que será aberto um processo administrativo para verificar o que ocorreu.
— Minha indignação maior é com a professora e com a negligência da escola. Eles esperam acontecer alguma coisa ruim para tomar uma atitude. Ainda bem que meu filho não se machucou na rua — desabafou Elisa.
Zero Hora entrou em contato com a vice-diretora da escola, que não quis se manifestar por telefone sobre o assunto.











