Dezesseis albatrozes de bico amarelo estão sendo atendidos no Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram) da Universidade Federal do Rio Grande (Furg). Os animais foram encontrados ao longo da semana por equipes de técnicos do Parque Nacional da Lagoa do Peixe, em Tavares, no sul do Estado. Ao todo, o grupo achou mais de 150 aves no local, a maior parte delas, morta.
Segundo a equipe da Lagoa do Peixe, durante a vistoria, que ocorreu em um trecho de aproximadamente 77km, entre a Praia de São Simão e o Farol do Capão da Marca de Fora, foram vistas 141 aves estavam mortas, sendo 52 pardelas de espécie não identificada e 58 albatrozes-de-nariz-amarelo (Thalassarche clorhynchos) e pardelas-pretas (Procellaria aequinoctialis).
Os exemplares vivos foram encaminhados para o Cram. Neste sábado, outros dois albatrozes deverão chegar a Rio Grande.
A causa da mortandade e do aparecimento dos animais no parque intriga os cientistas. Nesta época do ano, a presença dos animais na costa é rara, já que eles são vistos quase sempre em alto-mar. Além do Cram, o Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos da UFRGS (Ceclimar), de Imbé, também vai ajudar e interpretar o fenômeno.
— Até agora, não encontramos uma explicação para isso. Estamos estudando para entender o que aconteceu — comentou o oceanólogo Lauro Barcelos, diretor do Museu Oceanográfico da Furg.
Segundo ele, os animais apresentavam fraqueza, mas não tinham manchas de óleo nas penas ou lesões graves aparentes.
No Cram, as aves estão sendo alimentadas e medicadas. A ideia é devolvê-las à natureza na próxima semana. Como precisam de vento marinho para voar, a tendência é que sejam levados em embarcações para alto-mar, onde encontrarão condições ideais.









