Versão mobile

Efeito Cotiporã01/03/2013 | 22h21

Governo do Estado pretende manter renda de policiais feridos em serviço

Projeto de abono evita queda nos vencimentos de servidores afastados

Enviar para um amigo

A dor de policiais afastados do serviço por ferimentos no enfrentamento à criminalidade tende a ser amenizada. Ao menos pelo aspecto financeiro, já que o governador Tarso Genro propôs um abono especial a servidores da segurança pública para compensar perdas.

A medida foi tomada devido a um caso em Cotiporã, no final de 2012, no qual um soldado baleado por quadrilheiros teve de ficar sem trabalhar.

O policial em questão viu os rendimentos minguarem em 40%.

— Aquele episódio chamou atenção para um fato que acontece com os policiais — explica o chefe da Casa Civil do Piratini, Carlos Pestana.

O projeto de lei remetido na quinta-feira à Assembleia Legislativa prevê a manutenção de benefícios para os agentes impedidos de trabalhar por problemas de saúde em decorrência de lesões em serviço desde 1º de dezembro de 2012. A proposta do Piratini foi encaminhada em regime de urgência, o que deve garantir votação em 30 dias. Um projeto semelhante, da bancada do PMDB, já tramita e deve ser apreciado em conjunto.

Se as novas regras já valessem, 41 brigadianos e quatro policiais civis seriam beneficiados, conforme os comandos das duas corporações.

— Ao longo do tempo, não foi permitido que o servidor ferido em serviço e afastado por licença para tratamento de saúde tivesse mantida a sua condição financeira no momento em que, talvez, mais precisasse — afirma o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Fábio Duarte Fernandes.

Para o chefe da Polícia Civil, delegado Ranolfo Vieira Junior, trata-se de uma questão de Justiça. A iniciativa também é elogiada por representantes de associações de servidores, como Isaac Ortiz, do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Polícia Civil, e Leonel Lucas, presidente da Associação dos Cabos e Soldados da BM.

— Gostaria que o benefício retroagisse mais do que dezembro de 2012. Pelos nossos cálculos, existem mais de cem casos em licença médica antes dessa data — argumenta Lucas.

Inspirador do projeto, o soldado caxiense ferido na maior operação policial de 2012 — na qual foi desarticulada uma quadrilha e mortos três ladrões que atacaram uma fábrica de joias em Cotiporã — diz estar satisfeito. Ele levou tiros na perna direita e na mão esquerda, cujos movimentos do pulso e dos dedos estão parcialmente paralisados.

A estimativa é de que possa recuperá-los em seis meses.

Siga perfis de ZH no Twitter

clicRBS
Nova busca - outros