Nas próximas duas semanas, o cerco formado por secretarias e órgãos da prefeitura e pelo Corpo de Bombeiros deve continuar na Capital. Na estimativa do secretário da Produção, Indústria e Comércio, Humberto Goulart, ainda faltam cerca de 65 estabelecimentos a serem analisados minuciosamente pela força-tarefa. Enquanto os bombeiros examinam a iluminação, as setas de indicação de saída, a fiação e os extintores, a prefeitura avalia as condições das escadas, dos corrimãos e dimensões das portas.
Iniciada logo após a tragédia na boate Kiss, em Santa Maria, a fiscalização até a noite de sexta-feira fechou 28 delas por estarem sem o Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI) em dia.
— Temo que a maioria das casas que faltam ser vistoriadas também sejam interditadas. Existe uma cultura de não se submeter aos alvarás e aos planos de incêndio que precisamos reverter — diz Goulart.
No lado dos empresários, além da corrida por reformas para as adaptações, existe a complicada e demorada liberação do alvará. A presidente da Associação de Bares e Restaurantes do Rio Grande do Sul, Fernanda Paixão Etchepare, comenta que essa é a maior preocupação dos empresários. O secretário promete para acelerar a liberação do documento.
Com número de casas noturnas reduzido, jovens esperam até duas horas para entrar em boates na Capital. Assista ao vídeo:









