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Análise minuciosa02/03/2013 | 20h45Atualizada em 03/03/2013 | 03h01

Força-tarefa planeja visitar 65 boates nas próximas semanas em Porto Alegre

Cerco formado por secretarias e órgãos da prefeitura examinará condições de segurança dos estabelecimentos

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Força-tarefa planeja visitar 65 boates nas próximas semanas em Porto Alegre Tadeu Vilani/Agencia RBS
Longas filas marcaram espera dos frequentadores para entrar em casas noturnas na Capital na noite de sexta-feira Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Nas próximas duas semanas, o cerco formado por secretarias e órgãos da prefeitura e pelo Corpo de Bombeiros deve continuar na Capital. Na estimativa do secretário da Produção, Indústria e Comércio, Humberto Goulart, ainda faltam cerca de 65 estabelecimentos a serem analisados minuciosamente pela força-tarefa. Enquanto os bombeiros examinam a iluminação, as setas de indicação de saída, a fiação e os extintores, a prefeitura avalia as condições das escadas, dos corrimãos e dimensões das portas.

Iniciada logo após a tragédia na boate Kiss, em Santa Maria, a fiscalização até a noite de sexta-feira fechou 28 delas por estarem sem o Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI) em dia.

— Temo que a maioria das casas que faltam ser vistoriadas também sejam interditadas. Existe uma cultura de não se submeter aos alvarás e aos planos de incêndio que precisamos reverter — diz Goulart.

No lado dos empresários, além da corrida por reformas para as adaptações, existe a complicada e demorada liberação do alvará. A presidente da Associação de Bares e Restaurantes do Rio Grande do Sul, Fernanda Paixão Etchepare, comenta que essa é a maior preocupação dos empresários. O secretário promete para acelerar a liberação do documento.

Com número de casas noturnas reduzido, jovens esperam até duas horas para entrar em boates na Capital. Assista ao vídeo:

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