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Tragédia em Santa Maria22/03/2013 | 18h43

Família da são-marquense Juciane Bonella, que se recupera em hospital da capital, quer os culpados presos

A jovem ainda não tem previsão de alta

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Ferida no incêndio que matou 241 jovens na madrugada de 27 de janeiro, a estudante de Medicina Veterinária Juciane Bonella, de São Marcos, se recupera no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre. A jovem de 22 anos espera ter alta em breve para retomar os estudos na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Ao mesmo tempo, ela e a família querem justiça.

— Claro que não tem como trazer as vítimas de volta, mas pelo menos temos que tentar amenizar a dor. Infelizmente teve que acontecer uma coisa desse tamanho para alguém se manifestar e fazer algo para mudar. Esperamos que os culpados arquem com os prejuízos e que continuem presos. Uma pessoa assim não pode ficar livre, olha o tamanho da tragédia que aconteceu — pede o irmão de Juci, Júnior Bonella, 18.

Juci ainda não tem previsão de alta, mas a família acredita que em um mês ela possa voltar para casa. A jovem precisou de enxertos nos braços e faz fisioterapia e fonoaudiologia. A voz, que ficou fraquinha por ter inalado muito fumaça, está quase normal.

— Sempre que eu vou lá, ela pede como está a voz — conta o mano.

Sempre vaidosa, Juci escova os dentes, se maquia e se perfuma sempre que o horário de visita se aproxima. O que ela mais quer é repetir o ritual para ir à faculdade.

Da Serra, morreram na tragédia Ricardo Custódio, 27, Susiele Cassol, 19, de André da Rocha, o namorado dela, Roger Dallagnol, 21, de Paraí, Felipe Vieira, 26, de Caxias do Sul, e Ana Caroline Rodrigues, 19, de Esmeralda.

Confira aqui o relatório do inquérito disponibilizado pela Polícia Civil

VÍDEO: polícia apresenta imagens que embasaram indiciamento criminal

VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria



Clique na imagem e confira o perfil das 241 vítimas:

 


Como aconteceu

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 240 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.

Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:


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