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Investigação no Sul14/03/2013 | 20h20

Ex-reitor da UFPel alega que fundação que teria desviado R$ 5,3 milhões de projetos era independente

Antonio Cesar Borges disse que só sabia de um projeto que teria dinheiro desviado de seus fins

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Após um dia da divulgação de um suposto desvio de R$ 5,3 milhões de sete projetos de pesquisa da Fundação Simon Bolívar, fundação de apoio à Universidade Federal de Pelotas (UFPel), o ex-reitor Antonio Cesar Borges se pronunciou por meio de uma nota e falou com Zero Hora. Ele alega que a fundação era independente da universidade.

Segundo o atual reitor, Mauro Del Pino, o desvio teria ocorrido entre 2005 e 2012, período de gestão de Borges. Apesar da fundação ter autonomia, a prestação de contas da fundação deve passar pelo Conselho Diretor da UFPel, cuja presidência é do reitor em exercício. Como a denúncia de um suposto desvio de verbas teria ocorrido durante a gestão de Borges, e, portanto, ele era o presidente do órgão fiscalizador da fundação, questionou-se o que ele sabia e o que havia feito.

Borges respondeu que apenas sabia de um projeto, de saúde comunitária, que teria tido os recursos desviados para outras funções. Ele afirmou que ao saber disso, tomou as medidas administrativas e jurídicas. No entanto, não soube precisar quais foram essas medidas, para quais outras funções o dinheiro teria ido ou tampouco o valor usado para fim indevido. Mas reforçou que seria muito menos do que R$ 5,3 milhões.

O suposto desvio foi revelado pelo atual reitor, Mauro Del Pino, na quarta-feira. Ele assumiu em janeiro e há duas semanas trocou a diretoria da fundação. Com a troca, segundo ele, foi feita uma fiscalização nas contas e notou-se que a verba teria sido desviada. Na contabilidade deixada pela gestão anterior, consta que os R$ 5,3 milhões teriam sido gastos com manutenção, como internet, telefone e pagamento de funcionários.

Até que o caso seja esclarecido, a atual reitoria orientou a comunidade acadêmica a não direcionar novos projetos para a Fundação Simon Bolívar. Os sete projetos que poderiam ter sido prejudicados serão transferidos para outra fundação de apoio da universidade. A UFPel abriu sindicância para apurar o caso.

Procurado pela reportagem, o ex-presidente da fundação, Geraldo Rodrigues da Fonseca, não retornou as ligações telefônicas.

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