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Despedida03/03/2013 | 11h59Atualizada em 03/03/2013 | 13h50

Corpo da 240ª vítima de incêndio em boate é enterrado em Santana do Livramento

Além dos familiares, amigos participaram de uma cavalgada em homenagem a Pedro Falcão Pinheiro, 25 anos, que morreu no início da tarde deste sábado

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Corpo da 240ª vítima de incêndio em boate é enterrado em Santana do Livramento Alessandra Silveira Barros/Especial
Corpo de Pedro é carregado por amigos e familiares Foto: Alessandra Silveira Barros / Especial

Familiares e amigos se despediram de Pedro Falcão Pinheiro, 25 anos, a vítima número 240 do incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria. O cortejo saiu por volta das 11h do salão nobre da prefeitura de Santana do Livramento e seguiu em direção ao cemitério Vale dos Sinos, na entrada da cidade, onde ele foi enterrado pouco antes do meio-dia. 

À cavalo, membros do Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos de Santa Maria prestaram homenagem ao estudante, que era tradicionalista. A bandeira do Estado foi carregada pelo cavalo do santanense, que costumava participar dos desfiles de 20 de setembro.

Vítima havia resistido durante 34 dias

O Hospital Cristo Redentor (HCR) confirmou no começo da tarde deste sábado a morte de Pedro. Ele não resistiu ao envenenamento por gases tóxicos e também às queimaduras diversas que sofreu.

Natural de Santana do Livramento, era colorado, estudava na Unifra e trabalhava na América Latina Logística. Pedro foi o primeiro paciente atendido em Santa Maria a ser enviado a Porto Alegre, de helicóptero, ainda no dia da tragédia que matou 240 pessoas.

Amigos de Livramento criaram a hashtag #ForçaPedro no twitter. Colegas do time Rolo Compressor, de Livramento, realizaram uma partida em homenagem a ele. Pedro não chegou a sair da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do hospital, desde o dia em que chegou.

VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria



Clique na imagem e confira o perfil das 240 vítimas:

 


Como aconteceu

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 239 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.

Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:


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Em site especial, confira todas as notícias sobre a tragédia

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