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Sob suspeita22/03/2013 | 14h08Atualizada em 22/03/2013 | 14h08

Cézar Busatto nega que tenha retirado documentos sobre a Kiss de Santa Maria

Secretário de Governança de Porto Alegre prestou depoimento por cerca de duas horas nesta sexta-feira

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O secretário de Governança de Porto Alegre, Cézar Busatto, prestou depoimento durante duas horas desta sexta-feira no Palácio da Polícia.

Ele foi ouvido sobre a suspeita de que poderia ter retirado documentos relativos à boate Kiss da prefeitura ou do Centro Administrativo de Santa Maria. A informação foi dada à Polícia Civil de Santa Maria e está sendo apurada. Inclusive, policiais estão analisando imagens de câmeras para verificar se alguém esteve no local fora do horário de expediente.

Busatto nega qualquer ação do tipo. Garantiu que esteve em Santa Maria em duas oportunidades depois do incêndio, sempre com o intuito de prestar solidariedade ao amigo e ex-companheiro de trabalho, o prefeito Cezar Schirmer. Busatto também foi questionado sobre outras situações que estão sendo investigadas pela polícia, ou seja, sobre como funcionam os trâmites de fiscalização e de emissão de documentos pela prefeitura de Santa Maria.

— Eu expliquei que era secretário de Desenvolvimento, Inovação e Projetos Estratégicos e já estou fora de lá há três anos. Não sei nada do que eles querem saber — disse Busatto a Zero Hora.

O secretário de governança pretende pedir uma audiência com os delegados de Santa Maria para saber qual foi a fonte da informação que envolve o nome dele.

— Sou uma pessoa pública. O nome da gente não pode ser jogado assim — desabafou.

VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria



Clique na imagem e confira o perfil das 241 vítimas:

 


Como aconteceu

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 240 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.

Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:


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