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Balada interrompida03/03/2013 | 05h21Atualizada em 03/03/2013 | 06h03

Bombeiros evacuam casa noturna por superlotação em Porto Alegre

Bar Ocidente foi fechado nesta madrugada após denúncias de frequentadores

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Bombeiros evacuam casa noturna por superlotação em Porto Alegre Tadeu Vilani/Agencia RBS
Bombeiros solicitaram a desocupação do Bar Ocidente em razão da superlotação Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Frequentadores de uma casa noturna localizada no bairro Bom Fim, em Porto Alegre, tiveram de deixar o local após uma desocupação solicitada pelo Corpo de Bombeiros, por volta das 3h deste domingo. O motivo, conforme o chefe de equipe do 1º Comando Regional de Bombeiros, Jairo Silveira, foi a superlotação.

O incidente aconteceu no Bar Ocidente, localizado na esquina da Rua João Telles com a Avenida a Osvaldo Aranha. Frequentadores do local foram autores das denúncias aos Bombeiros.

— Recebemos várias ligações de pessoas que estavam dentro da festa e que alegaram a superlotação. Uma equipe foi até lá e constatou falta de segurança. Há uma obra e ela pode comprometer a estrutura do prédio — justificou o bombeiro Silveira.

Como a Seção de Prevenção de Incêndio dos Bombeiros não funciona durante a madrugada — o que impede a verificação da situação da casa noturna — o proprietário do estabelecimento ainda não recebeu nenhum tipo de autuação. A Secretaria Municipal de Indústria e Comércio (Smic), órgão da prefeitura responsável pela fiscalização, também não tem plantão na madrugada.

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Antônio Barth, gerente do Ocidente, disse que o prédio tem 500 metros quadrados e que havia cerca de 500 pessoas no local. A obra, ele explicou, é a troca do piso do primeiro andar do prédio.

— Jamais faria uma festa se houvesse qualquer risco — alegou o gerente.

Barth admitiu que a documentação da casa noturna "não está perfeitamente em dia", mas disse que o sistema de segurança obedece a legislação:

— Temos os extintores necessário, portas de saída e sinalização.

Frequentadores receberam comprovantes e serão ressarcidos, conforme a administração do Ocidente.

Nas próximas duas semanas, o cerco formado por secretarias e órgãos da prefeitura e pelo Corpo de Bombeiros deve continuar na Capital. Na estimativa do secretário da Produção, Indústria e Comércio, Humberto Goulart, ainda faltam cerca de 65 estabelecimentos a serem analisados minuciosamente pela força-tarefa.

Iniciada logo após a tragédia na boate Kiss, em Santa Maria, a fiscalização até a noite de sexta-feira fechou 28 delas por estarem sem o Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI) em dia.

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