O vice-presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria, Léo Becker, garantiu que a entidade continuará seu trabalho junto às famílias enquanto as pessoas não forem responsabilizadas pelo incêndio.
- É um trabalho voluntário que não cessará tão cedo enquanto não tivermos a responsabilização dos culpados e até que tenhamos garantidos o acompanhamento de saúde dos sobreviventes garantidos. A nossa intenção é que, futuramente, os sobreviventes tomem conta da associação e estejam vigilantes aos desdobramentos da situação - avalia Léo Becker.
No dia 6 de abril, será realizada uma audiência pública - com advogados da associação, defensores e promotores do Ministério Público e dos delegados da Polícia Civil Marcelo Arigony e Sandro Meinerz.
A atividade servirá para saber quais serão as próximas etapas e os possíveis desdobramentos do incêndio da Kiss. O local da audiência deve ser o auditório Colégio Marista Santa Maria, na Rua Floriano Peixoto, em horário ainda a ser definido.
VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria
Clique na imagem e confira o perfil das 241 vítimas:
Como aconteceu
O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.
Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 240 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.
A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.
Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:
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